IDIANA TOMAZELLI
FOLHAPRESS
Os Correios decidiram interromper temporariamente três medidas do seu plano de reestruturação devido à ameaça de greve dos trabalhadores, com a pausa válida até 31 de julho deste ano.
As ações suspensas são o fechamento de agências, a diminuição das posições de caixa (que têm pagamento extra) e a implantação do sistema de otimização das rotas de entrega.
Outras partes do plano continuam em andamento, como venda de imóveis, programa de demissão voluntária (PDV) e a reforma do plano de saúde. O plano foi base para um empréstimo de R$ 12 bilhões, garantido pelo Tesouro Nacional, concedido no fim do ano passado.
Este ano, os Correios buscam um segundo empréstimo de R$ 7 bilhões para finalizar as ações previstas no plano de recuperação.
Segundo a empresa, a pausa não afeta as 256 agências já fechadas nem outras 50 em processo avançado de encerramento.
A companhia acredita que as três semanas de interrupção ajudarão a explicar aos servidores os fundamentos técnicos do plano, que tem enfrentado resistência e ameaça de greve durante as negociações salariais.
Os Correios informam que criaram uma mesa de negociação permanente com os sindicatos para acompanhar o plano e buscar soluções em conjunto.
A suspensão faz parte desse diálogo, permitindo que as entidades sindicais apresentem dúvidas e casos que necessitem avaliação. Todas as contribuições serão analisadas com foco no cumprimento do plano.
A empresa mantém o compromisso de modernizar sua estrutura, fortalecer sua sustentabilidade financeira, valorizar os funcionários e melhorar o serviço ao público.
Até abril, 3.181 funcionários aceitaram o novo PDV, equivalente a 32% da meta da diretoria. Um novo PDV será oferecido para os funcionários das agências fechadas. Também houve maior controle no pagamento de horas extras.
