O diabetes constitui uma condição que afeta a produção ou a eficiência da insulina, hormônio fundamental para regular a quantidade de açúcar no sangue e garantir energia ao corpo. Quando não tratado adequadamente, pode desencadear várias complicações, incluindo problemas nos vasos sanguíneos e nervos dos membros inferiores.
Segundo a enfermeira Samaya Ribeiro, responsável pelo Ambulatório do Pé Diabético do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a síndrome do pé diabético é a principal causa de amputações no país. Essa condição se manifesta por feridas que demoram a cicatrizar, evoluindo muitas vezes para lesões mais graves como úlceras e infecções, consequência do alto nível de açúcar no sangue e da má circulação.
O Ministério da Saúde informa que aproximadamente 85% das amputações em membros inferiores estão ligadas a essa síndrome, que afeta principalmente pessoas com diabetes tipo 2, associado a fatores como sobrepeso, alimentação inadequada, hipertensão e falta de atividade física.
Samaya Ribeiro destaca que os primeiros sintomas são frequentemente ignorados, como o ressecamento da pele dos pés, conhecido como xerodermia, e a redução da sensibilidade, o que impede a percepção de pequenos ferimentos. Com a progressão, esses danos podem se agravar, resultando em necrose e a necessidade de amputação.
O tratamento no sistema público é essencial para evitar que lesões avancem. A aposentada Maura Aleixo, que convive com a doença há mais de 40 anos, compartilha que, apesar de não haver cura para a síndrome do pé diabético, o acompanhamento contínuo ajuda a controlar os sintomas e prevenir complicações maiores.
É fundamental a atenção e o cuidado constantes para preservar a saúde dos membros inferiores, promovendo uma melhor qualidade de vida para quem vive com diabetes.
