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segunda-feira, 18/05/2026

Cuba planeja possíveis ataques com drones contra os Estados Unidos

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Cuba comprou mais de 300 drones militares e tem considerado usar esses equipamentos para ataques à base americana de Guantánamo, localizada no extremo leste da ilha, ou até mesmo em território dos Estados Unidos, de acordo com informações sigilosas divulgadas pelo site Axios no último domingo (17/5).

Essa notícia surge em meio a uma crescente tensão entre os dois países, com autoridades cubanas acusando Washington de preparar o ambiente político para uma possível intervenção na ilha.

Um alto funcionário americano, que preferiu manter o anonimato, afirmou ao Axios que a presença dessa tecnologia perto dos EUA é preocupante, revelando uma ameaça em crescimento.

Desde 2023, Cuba adquiriu drones de ataque da Rússia e do Irã e busca ampliar ainda mais seu arsenal.

A relação entre os Estados Unidos e Cuba está especialmente tensa nos últimos meses. O ex-presidente americano Donald Trump considera a ilha, localizada a apenas 150 quilômetros da costa da Flórida, uma ameaça significativa para a segurança nacional do país.

Donald Trump chegou a ameaçar o envio de um porta-aviões para a região e comentou várias vezes sobre a possibilidade de controlar a ilha.

Além do embargo econômico vigente desde 1962, os EUA impuseram um bloqueio ao petróleo cubano desde janeiro, permitindo a entrada de apenas um navio petroleiro russo até o momento.

Em maio, as sanções contra Cuba foram endurecidas.

No meio desse cenário, o diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Havana para um encontro extraordinário com altos representantes cubanos, enquanto os dois países mantêm negociações delicadas.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou em abril que o país está preparado para responder a qualquer agressão militar americana.

Recentemente, a defesa civil cubana publicou orientações para as famílias se protegerem diante de um possível ataque militar.

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