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Economia

Corte em salários de servidores poderia garantir renda a 55 milhões

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Proposta de grupo de economistas tem intenção de atender adultos que não têm emprego formal, nem são beneficiários de programas de assistência

Pobreza: custo estimado para alcançar desassistidos é de R$ 11 bilhões por mês (REUTERS | Nacho Doce/Reuters)

A redução de 30% no salário de servidores federais, estaduais e municipais seria suficiente para bancar um programa de renda mínima para 55 milhões de brasileiros. É o que conclui estudo do economista Matheus Garcia, associado do Movimento Livres, que tem entre os integrantes economistas de viés liberal como a ex-diretora do BNDES Elena Landau e o ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida.

A ideia é sugerir um programa que ampare a população que vai ficar sem renda com a pandemia do coronavírus, mas que tenha o menor impacto fiscal possível. “Nossa ideia é mostrar que dá para fazer um programa de renda básica, mas alguém tem que pagar. Viemos de uma situação fiscal difícil, a ideia é mostrar alternativas para o país não sair tão fragilizado dessa crise”, afirmou.

A proposta já chamou a atenção de parlamentares e deverá ser apresentada como projeto no Congresso Nacional até a próxima semana. Já há no Congresso projetos que preveem a redução de salário do funcionalismo para fazer frente à crise do coronavírus e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia defendeu a contribuição de todos os poderes.

O plano de Garcia foi chamado de “CoronaMarshal”, em uma referência ao plano norte-americano para reconstruir os países afetados pela Segunda Guerra Mundial. A intenção é atender 55 milhões de brasileiros adultos que não têm emprego formal, não recebem aposentadorias nem são beneficiários de programas de assistência social, como o Bolsa Família.

O custo estimado para alcançar esse público é de R$ 11 bilhões por mês com o pagamento de R$ 200. Um programa de R$ 300 custaria R$ 17 bilhões por mês. Na semana passada, o governo propôs um programa de auxílio para informais de R$ 200, mas, segundo fontes, o valor pode subir para R$ 300 por mês.

 

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Economia

Dólar volta a ultrapassar os R$ 5 em dia de aversão a risco

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Antes de fim de semana, investidores dão preferência a ativos defensivos

Dólar (Tomasz Zajda/Getty Images)

São Paulo – O dólar voltava a ser negociado acima dos 5 reais nos primeiros negócios desta sexta-feira (27), em mais um dia de aversão a risco no mercado internacional, com as incertezas do fim de semana e parte do mercado realizando os lucros de curto prazo. Às 9h40, o dólar comercial subia 1,3% e era vendido a 5,059 reais. O dólar turismo avançava 1,2%, cotado a 5,26 reais.

“Em períodos de crise, os investidores não gostam de ficar expostos ao risco, com medo de surgir alguma notícia muito negativa no sábado ou no domingo”, disse Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

Nesta semana, os estímulos anunciados pelos Estados Unidos serviram de gatilho para melhorar o humor do mercado. Mas, depois de cair frente ao real por três consecutivos , Cruz considera natural a apreciação do dólar. “É um movimento mais técnico do que ligado a alguma notícia.” Na última sessão, o dólar fechou abaixo dos 5 reais pela primeira vez em duas semanas. Na segunda-feira (23), a moeda americana fechou a 5,138 reais – cotação que só ficou abaixo dos 5,198 reais registrados na semana passada.

Nesta sexta-feira, o pacote de 2 trilhões de dólares deve receber o aval da Câmara americana, após ser aprovado por unanimidade no Senado. Mas segundo Cruz, não deve mais ditar o s preços do mercado. “Já foi precificado ao longo da semana.”

 

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Economia

Ibovespa abre em forte queda com piora do cenário externo

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Investidores realizam lucros de curto prazo e se protegem de incertezas do fim de semana

Bolsas: índices acionários caem, após três dias consecutivos de alta (d3sign/Getty Images)

São Paulo – O Ibovespa devolvia parte dos últimos ganhos na manhã desta sexta-feira (27), em linha com os mercados internacionais. Às 10h17, o principal índice da bolsa brasileira caía 5,49% e registrava 73.442,98 pontos.

Entre os investidores, já era esperada alguma ressaca, após o rali dos últimos três dias, impulsionados por estímulos americanos para mitigar os impactos do coronavírus na economia. No período, o Ibovespa disparou 22.24%. As ações da GOL, que vinham de forte queda em função do menor número de voos, tiveram alta de 88,17%. Assim como o índice, o papel também passava por ajustes, caindo 9,82%.

“É um movimento mais técnico do que ligado a alguma notícia”, disse Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

No exterior, as principais bolsas também registravam perdas nesta sexta. Nos Estados Unidos, os índices S&P 500 e Dow Jones abriram em queda de mais 3%, enquanto o pan-europeu Stoxx 600 recuava 3,4%.

 

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Economia

Projeto quer “empréstimo” de empresas bilionárias contra coronavírus

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Deputados querem aprovar obrigação de empresas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão emprestarem até 10% de seus lucros para o combate da covid-19

Câmara dos Deputados: previsão legal do projeto é baseada no artigo 148 da Constituição que, em momentos de calamidade pública se acionem os “empréstimos compulsórios” (Marcos Oliveira/Agência Senado)

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