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quinta-feira, 04/06/2026

Brasileiros mostram pouca preocupação com influência de Trump nas eleições

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Pesquisa realizada pela AtlasIntel revela que a maioria dos brasileiros está pouco preocupada com uma possível interferência dos Estados Unidos na eleição presidencial de 2026 no Brasil. Conforme o levantamento, 45,5% dos entrevistados não manifestam preocupação, e 10,9% dizem estar pouco preocupados.

Por outro lado, 36,5% declararam estar muito preocupados, enquanto 6,9% estão algo preocupados. A pesquisa foi divulgada em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, pouco depois do governo do presidente Donald Trump ter classificado o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

O levantamento também aponta que 54,8% dos brasileiros têm uma imagem negativa de Trump, contra 41,7% que possuem uma percepção positiva. Apesar disso, a avaliação dos Estados Unidos permanece ligeiramente favorável, com 50,5% dos brasileiros tendo uma visão positiva do país, frente a 46,4% que apresentam opinião negativa.

Polarização política e percepção sobre interferência

Os dados evidenciam que a percepção sobre uma possível interferência externa reflete a polarização política observada desde as eleições de 2022. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 72,3% manifestaram preocupação com a influência dos Estados Unidos, enquanto apenas 12,2% disseram não estar preocupados.

Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 82,7% afirmaram não estar preocupados, e somente 2,5% se declararam muito preocupados com essa possibilidade.

Aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos

O momento da pesquisa coincidiu com um aumento das tensões entre os governos de Brasília e Washington. Recentemente, a administração Trump oficializou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, ampliando sanções financeiras contra essas facções por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, ligado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

O senador Flávio Bolsonaro apoiou a medida, afirmando ter defendido pessoalmente junto ao presidente americano a inclusão das organizações criminosas na lista de grupos terroristas. Em contrapartida, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com os possíveis impactos sobre a soberania nacional e defendeu a ampliação da cooperação bilateral em segurança, sem adotar essa classificação.

A pesquisa ouviu 1.273 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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