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quinta-feira, 04/06/2026

Lula confirma 10ª ida ao G7 e quer defender cooperação entre países

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MARIANA BRASIL
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quarta-feira (3) que vai participar da reunião do G7, que será realizada na França. Essa será a décima vez que Lula estará presente nessa reunião das sete principais economias do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão, Reino Unido e França.

Lula participará como convidado especial do país sede. O encontro acontecerá entre os dias 15 e 17 de junho na cidade de Evian. Um funcionário da Casa Branca confirmou para a Folha que o presidente dos EUA, Donald Trump, também estará na reunião.

Assessores do presidente explicam que a participação frequente de Lula em encontros internacionais é parte de uma estratégia para mostrar que ele defende a soberania nacional, uma posição que ele e sua equipe vêm fortalecendo.

Apesar do Brasil não fazer parte do G7, países em crescimento econômico costumam ser convidados para participar dessas reuniões. Lula esteve presente pela primeira vez em 2003, participou nas edições de 2005 a 2009 e retornou ao grupo ao assumir seu terceiro mandato como presidente. Ele foi convidado para participar de 2023 a 2026.

O presidente declarou em reunião com seus ministros que, apesar de inicialmente não querer participar do G7, agora ele vai para tentar ajudar a colocar ordem e frear o que ele chama de “desmonte da cooperação entre países, da democracia e do respeito às instituições”.

Os presidentes que governaram o Brasil nos últimos 20 anos — Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro — não participaram do G7 durante seus mandatos. Além do Brasil, outros convidados para esta edição incluem Índia, Quênia, Coreia do Sul e Síria.

A defesa da soberania nacional ganhou ainda mais importância após os recentes aumentos de tarifas impostos pelos EUA, começados em 2025 e renovados recentemente. Desde então, Lula e sua equipe adotaram essa posição como estratégia de comunicação, ao mesmo tempo em que tentam associar o senador Flávio Bolsonaro à imagem de inimigo do país. Flávio Bolsonaro deve ser o principal adversário de Lula na eleição presidencial de outubro.

O governo brasileiro está considerando a possibilidade de um encontro entre Lula e Donald Trump durante a reunião do G7.

O tom dessa defesa foi reforçado depois da visita do filho mais velho de Bolsonaro à Casa Branca no final de maio. Pouco depois, o governo Trump classificou as facções CV e PCC como grupos terroristas, uma decisão que Flávio Bolsonaro pediu, mas que vai contra a visão do governo Lula. Na terça-feira (2), a Casa Branca anunciou ainda mais aumento de tarifas contra o Brasil.

Esse tema se tornou lema do governo após o primeiro aumento de tarifas, no ano passado: “Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro”, e também motivou iniciativas como o plano Brasil Soberano, que ajuda empresas afetadas por essas tarifas.

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