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sexta-feira, 17/04/2026

Brasil apoia programa Artemis com agricultura no espaço e satélite lunar

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A missão Artemis II, que foi a primeira missão tripulada do programa da Nasa, completou com êxito sua viagem de dez dias em torno da Lua e retornou à Terra no último sábado (11). A cápsula Orion pousou no Oceano Pacífico, perto da Califórnia, após testar sistemas importantes como navegação, comunicação e suporte à vida em espaço profundo. Essa missão destaca a cooperação internacional no programa Artemis, que conta com a participação de 61 países, incluindo o Brasil, que faz parte desde 2021 por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O Brasil contribui ativamente com projetos científicos e tecnológicos que ajudam na presença humana sustentável na Lua, além de promover avanços que podem ser usados tanto no espaço quanto na Terra. Rodrigo Leonardi, diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), destaca que a principal contribuição do Brasil no acordo Artemis é a ciência de alta qualidade para agregar valor a essa importante cooperação internacional.

Uma das ações brasileiras é o projeto Space Farming, liderado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a AEB. Esse projeto cria sistemas para produzir alimentos em ambientes muito difíceis, como aqueles com baixa gravidade e alta radiação, focando em culturas resistentes como batata-doce e grão-de-bico. A Rede Space Farming Brazil reúne instituições do Brasil e de outros países, usando tecnologias como sensores e aprendizado de máquina para melhorar o uso de água e energia.

Alessandra Fávero, coordenadora da rede, explica que o objetivo é cultivar plantas fora da Terra, gerando novas tecnologias e produtos que também podem ser úteis aqui no nosso planeta, beneficiando a sociedade. Esses avanços são especialmente importantes para áreas afetadas por mudanças climáticas, ajudando na produção agrícola em regiões com pouca água ou sujeitas a eventos extremos.

Outra importante iniciativa é o nanossatélite SelenITA, desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em parceria com a AEB e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Com aproximadamente 30 quilos, ele vai estudar o ambiente da superfície lunar, analisando plasma, poeira, interações elétricas, além da geologia e da estrutura interna da Lua.

Luís Loures, gerente da missão, afirma que o Brasil está entre os poucos países que vão investigar a Lua por meio do Programa Artemis, contribuindo com o trabalho dos pesquisadores brasileiros em um dos projetos científicos mais importantes do século XXI. O satélite ainda está na fase de Revisão Preliminar de Projeto, com planos para formar parcerias internacionais e ser lançado em órbita lunar.

Esses projetos fortalecem a base tecnológica do Brasil, ajudam a formar especialistas na área e ampliam o Programa Espacial Brasileiro. A colaboração entre países é essencial para vencer desafios técnicos e os altos custos, além de gerar soluções estratégicas que terão impacto na Terra.

*Informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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