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Bola de fogo é vista cruzando o céu da Austrália

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Fenômeno foi visto na noite de ontem e assustou os moradores de Queensland. Confira o vídeo

Meteoros são produzidos por pedaços de asteroides que ao entrarem em contato com a atmosfera da Terra causam uma faixa brilhante no céu (Divulgação)

Meteoros são produzidos por pedaços de asteroides que ao entrarem em contato com a atmosfera da Terra causam uma faixa brilhante no céu (Divulgação)

Os moradores da parte central de Queensland, na Austrália, foram surpreendidos por um clarão no céu acompanhado de um forte tremor de terra na noite da última segunda-feira. “Um impacto proveniente de um meteoro parece a melhor explicação até o momento para o estrondo e o brilho do fenômeno”, afirmou David Parkinson, professor de cosmologia da Universidade de Queensland ao site local The Gladstone Observer.

Meteoros são produzidos por fragmentos de asteroides que, ao entrarem em contato com a atmosfera da Terra, deixam um rastro brilhante no céu – popularmente conhecido como estrela cadente. A incandescência é resultado do atrito do objeto com o ar, e a onda de choque pode eventualmente resultar em leves tremores.

Uma representante do departamento de pesquisas geológicas do governo australiano, Geosciences Australia, confirmou que houve um tremor na região próxima às 20h30 no horário local, e informou que não se tratava de um terremoto.

Moradores da região relataram o ocorrido nas redes sociais, afirmando que viram a bola de fogo cruzar o céu e logo depois sentiram um tremor em suas casas. De acordo com o Observer, a polícia local recebeu diversas ligações de pessoas afirmando terem visto a mesma coisa. Em uma página do Facebook, Jacques Reimers relata que estava na praia de Boyne Island quando viu o clarão no céu. No instante seguinte, ouviu o estrondo e sentiu o impacto em seu carro. “Foi uma experiência incrível”, afirmou.

Confira abaixo o momento do clarão:

https://twitter.com/TMRQld/status/780627947791056896

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Ciência

Planeta do tamanho da Terra está vagando pela Via Láctea

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Planetas errantes, por não receberem a luz de uma estrela, não emitem radiação e, por isso, são mais difíceis de serem observados

Via Láctea: grupo de cientistas anunciou a descoberta do menor planeta errante já registrado (lakshmipathi lucky/Getty Images)

Os planetas errantes, por não receberem a luz de uma estrela, não emitem radiação e, por isso, são mais difíceis de serem observados. Eles não podem ser descobertos a partir de métodos astronômicos tradicionais que vasculham o universo atrás de outros planetas fora do Sistema Solar. Essas buscas já encontraram mais de quatro mil exoplanetas que, em geral, apesar de serem diferentes aos do nosso sistema solar, eles têm uma coisa em comum: todos orbitam uma estrela.

Já para encontrar um planeta errante, a identificação é feita usando um fenômeno chamado microlente gravitacional, resultado da Teoria da Relatividade de Einstein.

Os pesquisadores explicam que um objeto massivo (a lente) pode curvar a luz de um objeto luminoso (a estrela). A gravidade da lente tem efeito de aumento, que curva e amplia a luz de estrelas distantes.

“Se um objeto massivo (uma estrela ou planeta) passar entre um observador na Terra e uma estrela distante, a gravidade pode desviar e dar foco à luz dessa estrela”, disse o pesquisador Przemek Mroz, do Instituto de Tecnologia da Califórnia e líder do estudo publicado na revista científica Astrophysical Journal Letters, em nota divulgada à imprensa.

“As chances de observação da microlente são extremamente pequenas porque os três objetos – fonte (luminosa), lente e observador – devem estar perfeitamente alinhados. Se tivéssemos observado apenas uma estrela fonte de luz, teríamos que esperar quase um milhão de anos para ver a fonte sendo ampliada pela microlente”.

Os pesquisadores do Observatório Astronômico da Universidade de Varsóvia encontraram as primeiras evidências da existência de exoplanetas na Via Láctea anos atrás. Cientistas da mesma instituição estão por trás da nova descoberta. “Esta novidade mostra que planetas errantes podem ser detectados e detalhados usando telescópios em terra”, disse o professor Andrzej Udalski, que faz parte do projeto.

Os astrônomos usaram um telescópio localizado no observatório Las Campanas, no Chile. Quando as condições meteorológicas permitem, eles direcionam o telescópio para as regiões centrais da Via Láctea e observam centenas de milhões de estrelas, à procura daquelas que apresentam mudança na luminosidade.

 

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Ciência

Moderna prepara lançamento global de vacina da covid-19

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Companhia recebeu um investimento de 1,1 bilhão de dólares de vários governos no mundo todo para desenvolver imunização

Vacina: Moderna tem uma das 10 vacinas mais avançadas em termos de testagens (Dado Ruvic/Reuters)

A biofarmacêutica americana Moderna anunciou nesta quinta-feira, 29, que está preparando o lançamento global de sua vacina contra o novo coronavírus depois de receber um investimento de 1,1 bilhão de dólares de vários governos no mundo todo.

“Estamos preparando ativamente o lançamento da mRNA-1273 e assinamos um número de contratos com governos no mundo. Estamos comprometidos com a qualidade dos dados e uma pesquisa científica rigorosa enquanto continuamos a trabalhar com reguladores para avançarmos na vacina”, afirmou o CEO da companhia, Stephane Bancel, em um comunicado para a imprensa.

Na semana passada, a empresa atingiu a marca de 30 mil voluntários para a fase três de testes da imunização. De acordo com a companhia, 25.650 indivíduos já receberam as duas doses da proteção e resultados sobre ela devem ser divulgados no final de novembro e uma aprovação para uso emergencial deve ser protocolada no Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês, órgão análogo à Anvisa) em dezembro “se todas as estrelas se alinharem”.

As ações da Moderna subiram 2% antes da abertura do mercado internacional.

Quem terá prioridade para tomar a vacina?

Nenhuma vacina contra a covid-19 foi aprovada ainda, mas os países estão correndo para entender melhor qual será a ordem de prioridade para a população uma vez que a proteção chegar ao mercado. Um grupo de especialistas nos Estados Unidos, por exemplo, divulgou em setembro uma lista de recomendações que podem dar uma luz a como deve acontecer a campanha de vacinação.

Segundo o relatório dos especialistas americanos (ainda em rascunho), na primeira fase deverão ser vacinados profissionais de alto risco na área da saúde, socorristas, depois pessoas de todas as idades com problemas prévios de saúde e condições que as coloquem em alto risco e idosos que morem em locais lotados.

Na segunda fase, a vacinação deve ocorrer em trabalhadores essenciais com alto risco de exposição à doença, professores e demais profissionais da área de educação, pessoas com doenças prévias de risco médio, adultos mais velhos não inclusos na primeira fase, pessoas em situação de rua que passam as noites em abrigos, indivíduos em prisões e profissionais que atuam nas áreas.

A terceira fase deve ter como foco jovens, crianças e trabalhadores essenciais que não foram incluídos nas duas primeiras. É somente na quarta e última fase que toda a população será vacinada.

Quão eficaz uma vacina precisa ser?

Segundo uma pesquisa publicada no jornal científicoAmerican Journal of Preventive Medicine uma vacina precisa ter 80% de eficácia para colocar um ponto final à pandemia. Para evitar que outras aconteçam, a prevenção precisa ser 70% eficaz.

Uma vacina com uma taxa de eficácia menor, de 60% a 80% pode, inclusive, reduzir a necessidade por outras medidas para evitar a transmissão do vírus, como o distanciamento social. Mas não é tão simples assim.

Isso porque a eficácia de uma vacina é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que a tomam, ou seja, se 75% da população for vacinada, a proteção precisa ser 70% capaz de prevenir uma infecção para evitar futuras pandemias e 80% eficaz para acabar com o surto de uma doença.

As perspectivas mudam se apenas 60% das pessoas receberem a vacinação, e a eficácia precisa ser de 100% para conseguir acabar com uma pandemia que já estiver acontecendo — como a da covid-19.

Isso indica que a vida pode não voltar ao “normal” assim que, finalmente, uma vacina passar por todas as fases de testes clínicos e for aprovada e pode demorar até que 75% da população mundial esteja vacinada.

Os tipos de vacina disponíveis

Alguns tipos de vacina têm sido testados para a luta contra o vírus. Uma delas é a de vírus inativado, que consiste em uma fabricação menos forte em termos de resposta imunológica, uma vez que nosso sistema imune responde melhor ao vírus ativo. Por isso, vacinas do tipo têm um tempo de duração um pouco menor do que o restante e, geralmente, uma pessoa que recebe essa proteção precisa de outras doses para se tornar realmente imune às doenças. É o caso da Vacina Tríplice (DPT), contra difteria, coqueluche e tétano. A vacina da Sinovac, por exemplo, segue esse padrão.

Outro tipo de vacina é a de Oxford, feita com base em adenovírus de chimpanzés (grupo de vírus que causam problemas respiratórios), e contendo espículas do novo coronavírus.

As outras vacinas em fases clínicas já avançadas também são baseadas em espículas, mas apresentadas em forma de RNA mensageiro, como as da Pfizer e da Moderna.

Como estão as dez potenciais?

Sinovac Biotech: a vacina chinesa que começou os testes em fase 3 no Brasil na segunda-feira, 20, pretende fabricar até 100 milhões de doses anuais. Por aqui, 9.000 profissionais da área da saúde receberão a vacina.

Sinopharm (Wuhan e Pequim): a vacina com base em vírus inativado, que se mostrou capaz de produzir resposta imune ao vírus, começou as fases 3 de testes neste mês nos Emirados Árabes Unidos. Cerca de 15.000 voluntários participaram do período de testes e a empresa chinesa acredita que a opção estará disponível para o público já no final do ano.

Oxford e AstraZeneca: os resultados preliminares das fases 1 e 2 da vacina com mais de 1.000 pessoas mostraram que ela foi capaz de induzir uma resposta imune à doença. As fases 2 (que ainda está ocorrendo no Reino Unido) e 3 de testes (acontecendo no Reino Unido, Brasil e África do Sul) devem garantir a eficácia completa dela. A opção é tida como a mais promissora pela OMS.

Moderna: a empresa americana iniciou última fase de testes de sua vacina baseada no RNA mensageiro no dia 27 de julho. O teste vai incluir 30.000 pessoas nos Estados Unidos e o governo investiu pesado: cerca de 1 bilhão de dólares para apoiar a pesquisa. A expectativa da empresa é produzir 500 milhões de doses por ano.

Pfizer e BioNTech: a vacina agora também está na fase 3 de testes e também usa o RNA mensageiro, que tem como objetivo produzir as proteínas antivirais no corpo do indivíduo. A expectativa é testar a vacina em aproximadamente 30.000 voluntários com idades entre 18 e 85 anos no mundo. Desse total, 1.000 serão testados no Brasil. Se tudo der certo, a expectativa é que a eficácia da vacina seja comprovada até o outubro. A empresa espera produzir até 100 milhões de doses até o fim do ano. Outras 1,3 bilhão de doses podem ser fabricadas no ano que vem.

Instituto Gamaleya: em 11 de agosto a Rússia registrou a primeira vacina do mundo contra a covid-19. A vacina russa é baseada no adenovírus humano fundido com a espícula de proteína em formato de coroa que dá nome ao coronavírus e é por meio dessa espícula de proteína que o vírus se prende às células humanas e injeta seu material genético para se replicar até causar a apoptose, a morte celular, e, então, partir para a próxima vítima. Na última segunda-feira, 31, o país anunciou que o primeiro lote de sua vacina, a “Sputnik V”, estará disponível já neste mês.

CanSino: a vacina chinesa usa um vírus inofensivo do resfriado conhecido como adenovírus de tipo 5 (Ad5) para transportar material genético do coronavírus para o corpo e, segundo a companhia, conseguiu induzir uma resposta imune nos indivíduos que foram testados. No começo de agosto, a China concedeu a primeira patente da vacina.

Janssen Pharmaceutical Companies: a vacina, em parceria com o gigante Johnson & Johnson conseguiu induzir imunidade robusta em testes pré-clínicos. A tecnologia usada para a produção dela é a mesma utilizada no desenvolvimento da vacina do Ebola, que inclui o uso do vírus inativado da gripe comum, incapaz de ser replicado.

Novavax: a empresa americana nunca produziu uma vacina em mais de três décadas de existência, mas decidiu tentar. A vacina tem como base as proteínas do próprio vírus.

Quais são as fases de uma vacina?

Para uma vacina ou medicação ser aprovada e distribuída, ela precisa passar por três fases de testes. A fase 1 é a inicial, quando as empresas tentam comprovar a segurança de seus medicamentos em seres humanos; a segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina ou o remédio produz, sim, imunidade contra um vírus, já a fase 3 é a última fase do estudo e tenta demonstrar a eficácia da droga.

Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando essa fase é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário. Por fim, na fase 4, a vacina ou o remédio é disponibilizado para a população.

Com isso, as medidas de proteção, como o uso de máscaras, e o distanciamento social ainda precisam ser mantidas. A verdadeira comemoração sobre a criação de uma vacina deve ficar para o futuro, quando soubermos que a imunidade protetora realmente é desenvolvida após a aplicação de uma vacina.

A mais rápida a passar por todas essas fases foi a do Ebola, que demorou cinco anos para ficar pronta e ser aprovada pela agência análoga à Anvisa nos Estados Unidos e pela Comissão Europeia, em 2019.

Até o momento, em relação à pandemia atual, nenhuma situação do tipo aconteceu.

 

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Ciência

Coronavírus ficou mais perigoso com mutação e causa temor na Europa

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Uma variante do vírus, ainda mais infecciosa, é a responsável pela nova onda de casos de covid-19 no continente europeu

Covid-19: vírus passou por uma mutação que o tornou ainda mais infeccioso (Maksim Tkachenk/Getty Images)

A nova onda de casos do novo coronavírus na Europa, que já força diversos países a adotarem regras de confinamento, está sendo causada por uma cepa mutante do vírus SARS-CoV-2. Essa cepa é mais infecciosa e foi rastreada até a Espanha, que recentemente atingiu 1 milhão de casos, esse espalhou por todo o continente durante o verão europeu.

A descoberta é de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, e da SeqCOVID, na Espanha. De acordo com o estudo, a variante do vírus, que não é mais e nem menos perigosa, foi identificada em 12 países do continente, assim como em Hong Kong e na Nova Zelândia. A propagação teve início na Europa durante o fim do mês de julho.

Segundo os pesquisadores, há centenas de variantes do vírus presentes na Europa. Mas esta variante, sob o nome de 20A.EU1, é uma das mais difundidas no continente. “Esta variante, 20A.EU1, e uma segunda variante 20A.EU2, (…) respondem pela maioria das sequências recentes na Europa”, disseram os cientistas.

Somente no Reino Unido, que deve ser o próximo país a adotar o lockdown, pelo menos 4 em cada 5 novos casos de covid-19 estão relacionados a esta variante.

A Europa tem sido o alvo desta mutação do coronavírus pela restrição de viagens para fora do continente durante a pandemia, o que é um problema principalmente pela falta de médicos. Em Hong Kong, por exemplo, estudos mostram que as novas infecções do coronavírus vieram de uma única variante do vírus SARS-CoV-2.

Apesar de não ser mais mortal do que o coronavírus original, por assim dizer, esta mutação tende a ser mais infecciosa, conforme apontam os números de novos casos da doença. Os pesquisadores, porém, afirmam que é “particularmente difícil” explicar porque esta variante está se espalhando tão rapidamente.

 

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Ciência

Poluição do ar pode aumentar mortalidade por covid-19

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Exposição à poluição atmosférica a longo prazo teria contribuído para 12% das mortes por covid-19 no Brasil

Pessoas de máscara na avenida Paulista: exposição a longo prazo à poluição atmosférica pode aumentar o risco de morte por Covid-19 em média 15% (Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

A exposição a longo prazo à poluição atmosférica pode aumentar o risco de morte por Covid-19 em média 15% no mundo, segundo um estudo internacional publicado nesta terça-feira pela revista especializada “Cardiovascular Research”.

A pesquisa avalia em que medida a poluição, que já causa mortes prematuras, poderia influenciar na mortalidade pelo novo coronavírus. Esta proporção seria de 19% na Europa, 17% na América do Norte e 27% no leste da Ásia, segundo estimativas do professor Jos Lelievel, do Instituto Max Planck de Química em Mainz, Alemanha, e de seus colegas.

A exposição à poluição atmosférica a longo prazo teria contribuído para 12% das mortes por Covid-19 no Brasil, 29% na República Tcheca, 27% na China, 26% na Alemanha, 22% na Suíça, 21% na Bélgica, 19% na Holanda, 18% na França, 15% na Itália, 14% no Reino Unido, 11% em Portugal, 9% na Espanha, 6% em Israel, 3% na Austrália e 1% na Nova Zelândia.

Os pesquisadores usaram dados epidemiológicos anteriores dos Estados Unidos e da China sobre a poluição do ar e a Covid-19, bem como sobre a Sars, de 2003, doença semelhante ao novo coronavírus.

Para fazerem os cálculos, eles os combinaram com dados de satélite da exposição a partículas finas contaminantes (PM2.5) e dados de redes de vigilância e contaminação do solo. Os autores não estabelecem uma relação direta de causa e efeito entre esta contaminação e a mortalidade pelo novo coronavírus.

As partículas contaminantes parecem aumentar a atividade do receptor ACE-2, localizado na superfície das células e envolvido na forma como o novo coronavírus infecta os pacientes, segundo os pesquisadores. “A poluição do ar causa danos aos pulmões e aumenta a atividade do ACE-2, o que leva a uma absorção maior do vírus”, explicou o professor Thomas Munzel (Universidade Johannes Gutenberg, Mainz), um dos responsáveis pelo estudo.

“A transição para uma economia verde, com fontes de energia limpas e renováveis, favorecerá tanto o meio ambiente quanto a saúde pública em nível local, melhorando a qualidade do ar, e em nível mundial, limitando as mudanças climáticas”, afirmam os autores.

Anna Hansell, professora de epidemiologia ambiental na Universidade de Leicester, considera “extremamente provável” a existência de um vínculo entre a poluição do ar e a mortalidade por Covid-19, mas considera “prematuro tentar quantificá-lo com precisão. Há muitos outros bons motivos para agir agora visando a reduzir a poluição do ar, que a OMS já associa a 7 milhões de mortes por ano em todo o mundo”.

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Água na Lua, vida em Vênus: descobertas fascinantes da astronomia em 2020

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É impossível saber tudo sobre o espaço, mas cinco descobertas feitas neste ano podem ajudar na compreensão

Vênus: pesquisa sobre vida no planeta foi divulgada em setembro (3quarks/Getty Images)

A Nasa confirmou nesta segunda-feira, 26, pela primeira vez, a existência de água na parte iluminada da Lua. A novidade vem no rastro de outras descobertas fascinantes para a astronomia (e para a humanidade) que aconteceram em 2020 — de planetas do tamanho da Terra a sinais de existência de vida em Vênus.

Confira, abaixo, cinco descobertas astronômicas sobre o espaço e o universo:

Exoplaneta do tamanho da Terra

Logo no começo de 2020, em 6 de janeiro, a Nasa anunciou a descoberta de um planeta do tamanho da Terra que fica próximo de uma estrela e em uma zona habitável, ou seja, ele fica em uma posição que favorece a presença de água em estado líquido — condição essencial para vida como a conhecemos.

O “TOI 700 d” fica a 100 anos-luz e foi identificado pelo satélite Tess, que procura planetas parecidos com o nosso.

Neutrinos indo e vindo

No começo deste ano, um grupo de cientistas encontrou uma anomalia em neutrinos tau, partículas de alta energia, mais pesadas, saindo ao contrário da Terra.

Ibraham Safa, um dos autores da pesquisa, postou em seu perfil no Twitter que “os neutrinos foram provavelmente um resultado de nossos entendimentos imperfeitos do gelo da Antártica, mas há uma chance de que um novo fenômeno da física seja o responsável”, mas que, não necessariamente, se trata de um novo universo paralelo descoberto pela humanidade. “Os eventos da Anita são interessantes, mas estamos longe de garantir que há uma nova física, quem dirá um universo inteiro”, tuitou ele.

Gêmeo de Netuno

Em 24 de junho, a agência espacial americana divulgou a descoberta de outro planeta, que também foi um feito viabilizado pelo Tess. O planeta encontrado tem o tamanho de Netuno e ele circula uma estrela, assim como a Terra faz órbita no Sol.

O planeta está ainda mais próximo do que o TOI 700 d. Ele fica a 31,9 anos-luz de distância e está em uma constelação chamada Microscopium. Ele fica na órbita da AU Microscopii, uma estrela-anã vermelha que é considerada jovem, apesar de seus quase 30 milhões de anos.

Vida em Vênus

Em setembro deste ano, pesquisadores encontraram sinal de vida em Vênus, que fica a cerca de 41 milhões de quilômetros distante da Terra, o planeta mais próximo do nosso. Segundo eles, a presença de vida no local pode existir graças a existência de gás de fosfina na atmosfera do planeta.

A fosfina, um gás altamente tóxico, é composto de hidreto de fósforo e é comumente utilizado em inseticidas na Terra, uma vez que não é encontrado em seu estado natural por aqui.

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Ciência

Doença que corrói o cérebro avança no Japão

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A doença é causada por uma proteína e não há tratamento para a condição, que pode ser letal

Cérebro: doença causada por proteína infecciosa ainda não tem tratamento ou cura conhecidos por cientistas (iLexx/Getty Images)

Uma doença considerada rara que corrói o cérebro de seres humanos tem avançado no Japão. Pesquisadores reportaram em um estudo publicado no periódico científico Scientific Reports um aumento de casos da doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição cerebral degenerativa que leva a demência e morte. No período estudado, de 2005 a 2014, a taxa anual de crescimento da doença rara foi de cerca de 6,4%.

Diferentemente da covid-19, causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), a doença cerebral em ascensão no Japão é causada por um príon, que é uma proteína infecciosa capaz de corromper e afetar proteínas comuns, causando modificações que prejudicam a saúde do ser humano. A palavra “príon” é uma abreviação para partículas infecciosas proteicas com ausência de ácidos nucléicos, ou seja, diferentemente dos vírus, essa proteína aberrante não possui DNA ou RNA.

A doença de Creutzfeldt-Jakob não possui tratamento, pode ser letal e causa sintomas como problemas de memória, mudanças comportamentais, depressão, problemas visuais e falta de coordenação motora. Outro desafio no combate à doença é que o príon causador da condição não pode ser inativado por procedimentos conhecidos de esterilização.

 “Apesar de ser uma doença rara, o fenômeno do envelhecimento da população pode desencadear um aumento na sua incidência e, portanto, no ônus socioeconômico e de saúde da doença de Creutzfeldt-Jakob. Nosso objetivo foi analisar essas tendências, em um esforço para espalhar a consciência e estimular novas estratégias de tratamento “, disse Yoshito Nishimura, autor do estudo, em comunicado. “A doença de Creutzfeldt-Jakob, embora rara, será mais prevalente nos próximos 5 a 10 anos.”

Casos da doença cerebral já foram reportados entre grupos que praticam canibalismo. Mas o dos príons risco não é apenas esse. Nas décadas de 1980 e 1990, uma variante da doença de Creutzfeldt-Jakob causou 175 infecções no Reino Unido, depois que as vítimas comeram carne bovina infectada. A condição ficou conhecida como “doença da vaca louca” e pesquisadores acreditam que sua disseminação tenha ocorrido após o gado ter sido alimentado com carne e ossos com tecido cerebral infectada. Com o tempo da ciência desalinhado da expectativa do grande público e uma tendência de envelhecimento populacional de nível global, se a pesquisa sobre a doença não avançar, ela pode se tornar um caso de saúde pública em um futuro não muito distante.

 

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sábado, 31 de outubro de 2020

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