A arrecadação do governo federal atingiu R$ 266,8 bilhões em maio de 2026, recorde histórico para este mês desde que a Receita Federal começou a acompanhar esses dados, em 1995. Esse valor representa um aumento real de 10,69% se comparado a maio de 2025.
De janeiro a maio, a União arrecadou R$ 1,32 trilhão, outro recorde para esse período. De acordo com a Receita Federal, esse desempenho positivo foi influenciado principalmente pelo aumento nas receitas provenientes do petróleo, da atividade econômica e por mudanças na legislação tributária implementadas nos últimos anos.
Entre os destaques do mês, o IRPJ e a CSLL somaram R$ 36,7 bilhões, com crescimento real de 33,11% em relação ao mesmo período do ano anterior. Aproximadamente R$ 7 bilhões dessa quantia vieram de recolhimentos atípicos relacionados a alterações na legislação.
O IOF também apresentou aumento, alcançando R$ 8,1 bilhões em maio, alta real de 31,11% comparado ao ano passado. No acumulado do ano, o imposto já soma R$ 41,8 bilhões, aumento real de 38,77% frente a 2025.
No setor petrolífero, a valorização do petróleo no mercado internacional impactou diretamente as finanças públicas, conforme destacou a Receita. A alta dos preços, agravada pela tensão no Oriente Médio, elevou receitas provenientes de royalties, exploração e impostos sobre exportações. Só no mês de maio, o imposto de exportação sobre petróleo arrecadou R$ 1,05 bilhão. Receitas não administradas pela Receita, como royalties e compensações pela exploração de recursos naturais, cresceram R$ 4,1 bilhões.
A arrecadação relacionada à extração de petróleo e gás natural chegou a R$ 50,6 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, em comparação a R$ 13,2 bilhões no mesmo período de 2025.
Além disso, tributos como contribuição previdenciária, PIS e Cofins também apresentaram bom desempenho.
A Receita Federal ressaltou que esses resultados refletem diversas medidas tributárias adotadas pelo governo nos últimos anos, incluindo alterações na tributação de fundos exclusivos, offshores, redução de incentivos fiscais estaduais, combustíveis, encomendas internacionais, folha de pagamentos, apostas eletrônicas e juros sobre capital próprio.
Esse crescimento na arrecadação acontece em meio ao esforço do governo para atingir a meta fiscal de 2026, que prevê um superávit primário de cerca de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB. Pelo arcabouço fiscal vigente, existe margem para um resultado entre zero e um superávit aproximado de R$ 68,6 bilhões, além da possibilidade de exclusão de determinadas despesas, como os pagamentos de precatórios, do cálculo oficial.
