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sexta-feira, 26/06/2026

Fortuna e empresas da família Lemann e de Sicupira, principais donos das Americanas

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Família Lemann e o empresário Carlos Alberto Sicupira, conhecido como Beto Sicupira, são os principais acionistas das Americanas e possuem grandes patrimônios.

No dia 25, a Polícia Federal realizou a Operação Disclosure, que investigou fraudes contábeis na empresa varejista, tendo como alvos Sicupira e Paulo Alberto Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann.

A varejista afirmou que continuará colaborando com as investigações e ressaltou a importância do esclarecimento dos fatos.

Jorge e Beto são sócios na 3G Capital, uma empresa de investimentos criada em 2004, juntamente com Marcel Herrmann Telles.

Esse grupo possui participações importantes em vários negócios, incluindo a Anheuser-Busch InBev (AB InBev), maior cervejaria do mundo e controladora da Ambev; a Restaurant Brands International, que controla as redes Burger King e Tim Hortons; e a São Carlos Empreendimentos.

No ranking da Forbes de 2026, a família Lemann está em terceiro lugar entre os mais ricos do Brasil, com um patrimônio estimado em US$ 19,8 bilhões. Paulo é um dos seis filhos de Jorge.

Paulo fundou também duas gestoras de investimentos: Pollux Capital em 2005 e Vectis Partners em 2017.

Beto Sicupira e sua família aparecem na oitava posição da lista da Forbes, com patrimônio de US$ 6,9 bilhões, grande parte originada das ações da AB InBev, da qual possui cerca de 3% das ações.

A 3G Capital comprou 75% da empresa de persianas Hunter Douglas em 2021 e vendeu sua participação de 16,1% na Kraft-Heinz em 2024.

Paulo e Beto já fizeram parte do Conselho de Administração das Americanas, mas deixaram esses cargos em 2024.

A operação policial também cumpriu mandados contra executivos dos bancos Itaú, Bradesco e Santander, além de antigos membros do Conselho da varejista.

O Bradesco declarou que mantém apoio às autoridades; o Santander afirmou que está do lado das vítimas das fraudes. O Itaú não respondeu aos contatos.

As investigações apontam que os alvos sabiam das fraudes contábeis cometidas ao longo dos anos pela varejista. Foram cumpridos nove mandados em São Paulo e Rio de Janeiro, incluindo bloqueio de bens até o limite de R$ 54 bilhões.

Estadão Conteúdo

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