O governo da Argentina anunciou que aplicará um aumento parcial nos impostos sobre combustíveis a partir de 1º de maio. A medida foi oficializada por decreto publicado no Diário Oficial do país. Além disso, o governo decidiu adiar novos aumentos previstos para junho.
Esse ajuste ocorre em meio a um cenário global de alta nos preços da energia, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, que fez o preço do barril de petróleo superar os US$ 126, valor considerado o maior em cerca de quatro anos.
Segundo a agência de notícias Bloomberg News, a gasolina na Argentina acumula um aumento próximo de 20% desde o início da guerra entre Israel, os Estados Unidos e o Irã em fevereiro.
Alta da inflação no país
Dados recentes do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) indicam que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 3,4% em março, acima dos 2,9% registrados em fevereiro, marcando o maior patamar em um ano.
Esse avanço foi impulsionado principalmente pelos setores de educação, com alta de 12,1%, e transporte, que registrou aumento de 4,1%.
A decisão do governo argentino acontece durante um processo de reestruturação econômica liderada pelo presidente Milei. Desde que assumiu em dezembro de 2023, Milei tem promovido cortes nos gastos públicos, suspendido obras federais e reduzido repasses para as províncias.
Além disso, foram retirados subsídios em áreas como energia, transporte público, gás e água, o que contribuiu para a elevação dos preços ao consumidor e aumentou a pressão inflacionária no país.
