A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na segunda-feira (4/5), a fabricação da vacina XCHIQ contra a chikungunya dentro do país. A vacina foi criada pelo Instituto Butantan em colaboração com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. Essa vacina já tinha sido aprovada pela Anvisa em abril de 2025, e agora pode ser produzida no Brasil, garantindo qualidade, segurança e eficácia iguais.
A vacina é recomendada para pessoas entre 18 e 59 anos que correm maior risco de serem expostas ao vírus da chikungunya. Esta é a primeira vacina registrada no mundo para combater a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. Com a produção local, a incorporação da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) fica mais fácil. A vacina não deve ser usada por mulheres grávidas, pessoas com o sistema imunológico debilitado ou suprimido.
A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti contaminado. O vírus chegou à América em 2013, provocando surtos em vários países. No Brasil, as primeiras notificações ocorreram em 2014 nos estados do Amapá e Bahia, e hoje a doença acontece em todos os estados.
Em 2025, cerca de 620 mil pessoas foram infectadas pela chikungunya no mundo, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, foram mais de 127 mil casos reportados, com 125 mortes, conforme dados do Ministério da Saúde. A autorização da fabricação nacional está registrada na Resolução 1.747/2026.
Informações fornecidas pelo Governo Federal
