Brasília, 22 – O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Gentil Nogueira, informou nesta quarta-feira, 22, que será feito um diagnóstico em 60 dias para analisar os casos de aumento de potência elétrica sem autorização, especialmente em minigerações distribuídas onde há maior diferença entre a potência autorizada e a que é realmente injetada na rede.
A Aneel quer combater alterações não autorizadas nas características das centrais geradoras de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD). Além de serem consideradas atividades irregulares, esses aumentos sem permissão representam um risco para a segurança do sistema elétrico.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) geralmente precisa ter recursos para ajustar rapidamente a geração e o controle de tensão na rede, mas a geração distribuída (GD) consiste de instalações que não são diretamente controladas pelo Operador.
O prazo de 60 dias para esse diagnóstico ocorre paralelamente a um prazo de 45 dias para uma consulta pública aprovada hoje, que tem como objetivo melhorar as regras sobre o excedente de energia e a operação da rede de distribuição.
Os agentes com MMGD solicitam à distribuidora a conexão de suas unidades geradoras à rede elétrica. Assim, a energia extra gerada pode ser injetada no sistema e convertida em créditos de energia.
A proposta em consulta pública destaca a necessidade de dar mais liberdade técnica para as distribuidoras avaliarem quando é urgente suspender o fornecimento, podendo desligar apenas a geração e não toda a unidade consumidora, conforme explicou o relator Gentil Nogueira.
O diretor-geral, Sandoval Feitosa, afirmou que a responsabilidade pela operação e manutenção dos sistemas nas áreas das distribuidoras é delas mesmas.
Ele também afirmou que as distribuidoras devem usar todos os recursos possíveis para evitar desligar consumidores, exceto em casos técnicos necessários, como durante distúrbios na rede.
Estadão Conteúdo
