ADRIANA FERNANDES
FOLHAPRES
O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza, revelou que a instituição conseguiu captar 3 bilhões de reais por meio da venda de um título de renda fixa com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Esse título é chamado de DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial) e ajuda bancos de médio e pequeno porte a obter recursos financeiros. Normalmente, quem compra esses títulos são empresas que gerenciam investimentos e patrimônios.
As regras para emissão desses títulos estão definidas em uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), que regula o funcionamento do FGC desde 2013.
Nelson Antônio de Souza afirmou que os recursos captados deram um alívio financeiro ao BRB, especialmente junto com outra operação recente com a Quadra Capital. Essa operação envolveu a transferência de 15 bilhões de reais em ativos para um fundo gerido pela Quadra, que inclui pagamentos à vista entre 3 e 4 bilhões de reais.
Ele explicou que captar esses recursos é parecido com vender um CDB (Certificado de Depósito Bancário), que também conta com a garantia do FGC.
“O FGC já está ajudando porque fizemos um DPGE, que é um depósito especial com taxas de juros mais atraentes”, comentou o presidente.
Nelson Antônio de Souza também está confiante que o FGC concederá um empréstimo de 6,6 bilhões ao banco para reforçar seu capital. Os acionistas do BRB aprovaram um aumento de capital de até 8,8 bilhões de reais em assembleia extraordinária realizada no dia 22.
Essa medida busca cobrir prejuízos deixados por operações com o Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro. O governo do Distrito Federal ainda não tem funds disponíveis para esse aporte e está buscando alternativas.
Uma dessas alternativas é um empréstimo de 6,6 bilhões feito pelo FGC. “Estamos em negociações avançadas com o FGC e contratamos uma empresa especializada para nos auxiliar diariamente”, explicou Nelson Antônio de Souza.
O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, fez uma solicitação de 4 bilhões ao FGC, enquanto a atual governadora, Celina Leão, pediu mais 2,6 bilhões.
Além disso, o BRB planeja criar um fundo de investimento imobiliário com imóveis do governo do Distrito Federal e vender uma subsidiária para levantar capital.
Segundo o cronograma do banco, os aportes de capital precisam ser feitos até 29 de maio. “Vamos abrir um prazo para que os acionistas manifestem seu interesse e efetuem o aporte para evitar a diluição de suas participações”, concluiu o presidente.
