O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu o trabalho do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, pela decisão de retirar as credenciais de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava em Brasília.
A medida foi tomada como resposta à ação do governo norte-americano de solicitar a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava junto ao Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA e esteve envolvido na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.
Princípio da reciprocidade foi a justificativa da PF para essa decisão, um mecanismo diplomático que busca equilíbrio entre ações tomadas por diferentes países.
O episódio repercutiu na diplomacia, pois o Itamaraty criticou a decisão dos EUA, salientando que não seguiu as práticas diplomáticas esperadas e interrompeu atividades sem aviso prévio ao Brasil.
Marcelo Ivo foi substituído na função pela delegada Tatiana Alves Torres, que tem ampla experiência na carreira policial.
Contexto do caso
- Alexandre Ramagem foi detido nos EUA, onde aguardava pedido de asilo, após ser considerado foragido no Brasil.
- A cooperação entre os países foi colocada em xeque após a prisão e a falta de comunicação prévia.
- Os EUA alegaram que o detido tentou manipular o sistema de imigração, enquanto o Brasil viu isso como uma quebra de confiança.
Investimento na segurança pública
Para reforçar a segurança, Lula autorizou a contratação de 1.000 novos policiais federais, incluindo agentes, escrivães, delegados, peritos e papiloscopistas.
O presidente enfatizou a importância de fortalecer a Polícia Federal para melhorar o combate ao crime organizado e ampliá-la em áreas estratégicas como fronteiras, portos e aeroportos.
