O consumo nas residências brasileiras aumentou 3,93% em maio comparado ao mesmo mês do ano anterior, conforme levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a abril, o consumo subiu 2,23%, e no total do ano, a alta foi de 2,47%.
Esse crescimento foi impulsionado pelo mercado de trabalho, pelo retorno do Imposto de Renda e pelo adiantamento do 13º salário.
De acordo com o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, o saldo de empregos formais em maio foi menor que no mesmo período do ano anterior, mas ainda assim positivo.
“O número de trabalhadores com carteira assinada permanece em um nível alto, contribuindo para que as famílias tenham uma previsão clara do seu orçamento, o que ajuda a manter o consumo em casa”, ressaltou.
Com dados do Novo Caged mencionados pela associação, foram criados 72.960 empregos formais em maio. De janeiro a maio, foram gerados 767.326 postos, elevando o total de trabalhadores registrados para 47,8 milhões.
Segundo Marcio Milan, a estabilidade da renda tem ajudado a manter o consumo, mesmo com juros altos e consumidores mais cuidadosos com os preços. “Ter uma renda previsível ajuda a garantir que as famílias consigam manter seus estoques durante o mês”, explicou.
O Abrasmercado, que acompanha uma cesta com 35 produtos de consumo popular, teve aumento de 2,16% em maio, com o preço médio passando de R$ 836,80 para R$ 854,91. No total do ano, o aumento chega a 6,82%.
Já para uma cesta com 12 produtos básicos, o preço médio nacional subiu 0,81% em maio, de R$ 354,22 para R$ 357,10.
