Geraldo Alckmin, vice-presidente, comentou sobre a proposta de tarifa adicional de 12,5% dos Estados Unidos, que inclui o Brasil entre mais 59 países. A investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) aponta supostas falhas para impedir a entrada de produtos feitos com trabalho forçado.
A nova proposta surgiu logo após recomendação de uma tarifa extra de 25% sobre importações brasileiras por práticas comerciais do país, incluindo o Pix. Essas medidas ainda passarão por consultas antes da decisão final do governo dos EUA.
Alckmin ressaltou que o caminho é o diálogo, elogiando os esforços do presidente Lula. Ele disse que a proposta da USTR ainda não virou aumento de tarifa e que irão trabalhar para evitar essa medida.
O Palácio do Planalto expressou profunda discordância com a investigação e criticou o uso do tema do trabalho digno para justificar medidas protecionistas unilaterais.
Investigações e Medidas
A investigação sobre trabalho forçado foi iniciada em março com base em lei dos EUA para combater práticas injustas no comércio americano.
O USTR afirma que a ausência de mecanismos eficazes contra importação de produtos de trabalho forçado prejudica empresas americanas que seguem leis trabalhistas, justificando as medidas comerciais.
O Brasil está entre 54 países que não conseguiram proibir efetivamente esses produtos. A lista inclui China, Argentina, Austrália, Japão, Reino Unido, Índia e África do Sul. Outros países possuem leis, mas não as aplicam totalmente.
A proposta de tarifa extra é de 10% para países com algum mecanismo de controle e de 12,5% para os demais, incluindo o Brasil.

