O governo do Iraque iniciou um processo para desarmar grupos armados do país, muitos deles ligados ao Irã. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (3/6) pelo porta-voz das Forças Armadas iraquianas, Sabah al-Nu’man.
Para coordenar a ação, foi criado um comitê que tem como foco principal que as facções que fazem parte das Forças de Mobilização Popular (PMF) entreguem suas armas ao Estado. Em troca, os membros dessas organizações serão incorporados às forças de segurança do país.
As PMF surgiram em 2014 para combater o avanço do Estado Islâmico no Iraque e receberam treinamento do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica, do Irã.
Embora oficialmente subordinadas ao governo, muitas dessas milícias mantêm fortes ligações ideológicas com o Irã e atuam de forma independente. Um exemplo é o grupo Kata’ib Hezbollah, que esteve envolvido no sequestro da jornalista norte-americana Shelly Kittleson em abril deste ano.
Algumas das milícias mais influentes das PMF, como Asaib al-Haq e Brigadas Imam Ali, aceitaram entregar suas armas. O mesmo fez o grupo Saraya al-Salam, liderado pelo clérigo xiita Moqtada al-Sadr.
Esse avanço acontece após pressão dos Estados Unidos, que desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump têm pedido ao governo iraquiano que controle essas facções, que no passado atacaram posições americanas no país.
