Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, uma organização de direitos humanos lançou uma campanha internacional para pressionar a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a modificar sua estrutura de governança e aumentar as cobranças contra o presidente da entidade, Gianni Infantino.
As reclamações estão ligadas à falta de neutralidade política de Infantino, principalmente em relação a recentes episódios envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A campanha, chamada Reboot Fifa, foi lançada pela organização britânica FairSquare, com o objetivo de coletar assinaturas para formalizar uma denúncia ética contra Infantino.
Críticas ao presidente da Fifa
- Segundo a FairSquare, a denúncia é uma atualização de uma representação feita em dezembro de 2025, na qual Infantino foi acusado de violar o artigo 15 do Código de Ética da Fifa, que exige que membros mantenham neutralidade política.
- A reclamação refere-se ao apoio público do dirigente a Donald Trump.
- Dentre os episódios citados, estão a participação de Infantino em uma Cúpula pela Paz organizada pela Casa Branca e a decisão da Fifa de conceder a Donald Trump um prêmio da paz.
- Infantino justificou a homenagem dizendo que Trump foi importante na resolução de conflitos internacionais e no salvamento de vidas.
- Infantino também defendeu a proximidade com o governo dos Estados Unidos, alegando que isso é essencial para o sucesso do torneio.
Reclamações de torcedores e propostas de mudança
Organizadores da campanha afirmam que a iniciativa também busca reunir o descontentamento de torcedores e entidades do futebol em relação à condução da Fifa.
Entre as principais queixas estão os preços altos dos ingressos para a Copa do Mundo, considerada a “mais cara de todas”, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
A entidade adotou um sistema de preços dinâmicos, que varia os valores conforme a demanda. Os ingressos custam entre US$ 100 e US$ 6.300 nas categorias oficiais, enquanto pacotes premium para a final podem ultrapassar o equivalente a R$ 160 mil.
A Fifa espera arrecadar cerca de US$ 3 bilhões só com a venda de ingressos, um recorde para o torneio.
Propostas para reformar a Fifa
A campanha prevê ainda ações de longo prazo para reformar a governança da Fifa, defendendo maior transparência, auditorias independentes dos recursos distribuídos às federações nacionais e a separação das funções comerciais, regulatórias e administrativas da organização.

