Jamshid Ghomi, CEO de uma empresa de tecnologia na Califórnia, foi preso nos Estados Unidos acusado de vender equipamentos americanos para o governo do Irã, incluindo materiais relacionados às Forças Armadas e ao programa nuclear do país. A prisão foi confirmada pelo Departamento de Justiça dos EUA.
As autoridades afirmam que Ghomi, de 63 anos, possui cidadania americana e iraniana. Ele comandava uma empresa na Califórnia que, ao longo dos anos, vendeu equipamentos avançados de rede, segurança digital e criptografia para clientes iranianos, violando sanções impostas pelos Estados Unidos.
De acordo com o Departamento de Justiça, Ghomi utilizava empresas de fachada e documentos falsificados para esconder suas ações e enviar os equipamentos controlados aos intermediários nos Emirados Árabes Unidos antes de chegar ao Irã.
O procurador federal Bill Essayli declarou que Ghomi não só descumpriu as leis americanas, mas também reforçou as capacidades estratégicas do regime iraniano, lucrando milhões de dólares com a venda dos componentes.
O empresário vivia em uma mansão avaliada em cerca de 35 milhões de dólares, localizada em Newport Beach, na região de Los Angeles. As transações feitas por Ghomi e sua empresa não tinham autorização do Departamento do Tesouro dos EUA.
Detalhes da acusação
Entre 2011 e 2015, Ghomi usou contas pessoais no eBay e PayPal para comprar mais de 400 equipamentos de rede, que eram enviados primeiro para os Emirados Árabes e, depois, para o Irã. Em 2023, ele comprou diretamente de fornecedores de Minnesota e Nebraska, enviando os produtos por meio de uma empresa de fachada nos Emirados Árabes.
Além disso, de 2014 a 2018, ele organizou o envio clandestino de mais de 250 toneladas métricas de equipamentos, usando empresas de logística e intermediários em Dubai para esconder o destino final.
Até o momento, a empresa iraniana envolvida na compra dos equipamentos não se pronunciou. Ghomi segue detido e deve ser apresentado a um tribunal federal em Los Angeles ainda nesta quarta-feira.

