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quarta-feira, 03/06/2026

EUA investigam governadores do México por possível ligação com cartéis

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Os governos dos estados mexicanos de Sonora e Tamaulipas negaram nesta quarta-feira que os governadores Alfonso Durazo e Américo Villarreal estejam sendo investigados pelos Estados Unidos por supostos vínculos com crime organizado. A informação foi divulgada após reportagem do Los Angeles Times afirmar que ambos os governadores estão sob investigação e tiveram seus vistos revogados.

De acordo com o jornal, Durazo, governador de Sonora, estaria investigado por supostas ligações com grupos criminosos. Já Villarreal, governador de Tamaulipas, seria alvo de investigação sobre contrabando ilegal de combustíveis, conhecido no México como huachicol.

A reportagem também aponta que os dois governadores receberam autorização especial para entrar nos Estados Unidos, mesmo com a revogação dos vistos.

Vínculos com o Cartel de Sinaloa

Essas revelações surgem pouco mais de um mês após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciar acusações contra dez autoridades e ex-autoridades do estado de Sinaloa, que foram acusados de colaborar com a facção criminosa Los Chapitos, ligada ao Cartel de Sinaloa.

Entre os denunciados estão o governador licenciado de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, o senador Enrique Inzunza Cázarez, o vice-procurador do estado, Dámaso Castro Zaavedra, o prefeito licenciado de Culiacán, Juan de Dios Gámez Mendívil, e o ex-secretário de Segurança Pública, Gerardo Mérida Sánchez.

Segundo promotores do Distrito Sul de Nova York, os investigados teriam usado suas posições para proteger membros do cartel, compartilhar informações sigilosas e facilitar o transporte de drogas em troca de subornos.

Após as acusações, o governo mexicano recebeu pedidos de prisão preventiva para fins de extradição dos envolvidos, mas a Procuradoria-Geral da República afirmou que os documentos enviados pelos EUA não tinham provas suficientes e solicitou mais evidências.

A reportagem ressalta que as autoridades norte-americanas ampliaram suas investigações para incluir não apenas líderes dos cartéis, mas também autoridades públicas suspeitas de facilitar atividades criminosas.

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