Os rios, lagos e outros corpos d’água na Amazônia brasileira aumentaram seu volume em 2025 depois de dois anos seguidos de seca forte, conforme relatório divulgado pela plataforma MapBiomas na terça-feira (16).
O Brasil possui 12% da água doce do mundo, e quase dois terços dessa água estão na região amazônica. Em 2025, a região teve um volume de água 2,6% maior que a média histórica, graças a chuvas mais intensas comparadas ao ano passado.
Apesar desta melhora, os pesquisadores alertam que a situação ainda é preocupante.
Bruno Ferreira, pesquisador da equipe Amazônia do MapBiomas, comentou que eventos climáticos extremos são cada vez mais frequentes e que há sinais de instabilidade no ciclo da água, influenciados pelas mudanças climáticas e pelas alterações no uso do solo.
Já o Pantanal terminou 2025 com um nível de água 56% abaixo da média histórica, o pior resultado entre todos os biomas do Brasil.
Embora tenha melhorado em relação a 2024, quando enfrentou a seca mais grave em décadas, o Pantanal ainda é o ecossistema mais afetado do país.
No Brasil inteiro, a tendência é de diminuição contínua da água: em quarenta anos de monitoramento, o país perdeu 2,6 milhões de hectares de superfície aquática, uma área semelhante ao tamanho do Haiti.
A chegada do fenômeno El Niño, que comumente causa secas em parte da Amazônia, aumenta a pressão sobre os recursos hídricos.
Este fenômeno começou na semana passada e pode se fortalecer até o final do ano, segundo a agência meteorológica americana NOAA.
AFP
