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quinta-feira, 04/06/2026

Vítimas de ataques de tubarão estão estáveis após amputações

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Em Brasília

As duas pessoas atacadas recentemente por tubarões no litoral de Pernambuco continuam internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, localizado no centro do Recife.

Apesar da gravidade dos ferimentos, João Lucas Castor Nemezio Sales, 11 anos, e Marcela Vitória de Lima Santos, 19 anos, apresentam quadro clínico estável, conforme boletim divulgado pela equipe médica na terça-feira (2/6).

Detalhes dos ataques

João Lucas foi atacado no domingo (31/5) na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Em razão das lesões graves causadas pela mordida, precisou amputar a perna esquerda. Já Marcela Vitória sofreu o ataque no dia seguinte, na praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, perdendo a perna direita e sendo socorrida em estado grave.

Cuidados médicos e monitoramento

Os dois permanecem sob cuidados intensivos, acompanhados por uma equipe multidisciplinar. O hospital informa que ambos estão estáveis, sem novos episódios de sangramento, e seguem sendo monitorados constantemente.

Preocupação com incidentes

Os recentes casos aumentam a preocupação das autoridades e da população sobre a segurança nas praias da Região Metropolitana do Recife. Em 2026, Pernambuco já registrou quatro ataques de tubarão.

Em janeiro, um adolescente de 13 anos morreu após ser atacado na Praia Del Chifre, em Olinda. Nos três casos de sobreviventes até agora neste ano, as vítimas sofreram mutilações graves.

Dados sobre ataques

Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), Pernambuco soma 84 ataques desde 1992. Recife e Jaboatão dos Guararapes lideram as estatísticas estaduais, com 28 casos cada.

Boa Viagem é a praia com maior número de ataques no estado, seguida por Piedade, áreas que recebem muitos banhistas e têm histórico de incidentes com tubarão.

A importância da segurança

Diante da sequência de ataques, especialistas reforçam o alerta para que os banhistas respeitem as recomendações e evitem entrar em áreas de risco, especialmente em locais com histórico de presença de tubarões.

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