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quinta-feira, 04/06/2026

Israel lança ataque no Líbano após cessar-fogo

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A Agência Nacional de Informação (ANI) informou que drones israelenses realizaram ataques em pelo menos três áreas no sul do Líbano nesta quinta-feira (4/6). Um dos bombardeios resultou em vítimas fatais.

Segundo a ANI, um socorrista morreu durante a noite e outro ficou ferido em um novo ataque em Zebdine, no distrito de Nabatieh. Com isso, o número de socorristas e profissionais de saúde mortos desde o início do conflito chega a pelo menos 130.

Esses ataques aconteceram poucas horas após o anúncio de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano, feito na noite de quarta-feira (3/6), após dois dias de negociações mediadas pelos Estados Unidos em Washington.

Ministro israelense critica acordo

Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, crítica o acordo chamando-o de “grave erro”. Em rede social, ele afirmou que o cessar-fogo é uma ilusão que pode levar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a decisões equivocadas.

Logo depois, Israel Katz, ministro da Defesa, avisou que o exército israelense continuará com disparos e operações militares no sul do Líbano. Antes, Mahmoud Qomati, líder do Hezbollah, disse que o grupo xiita libanês não aceitaria um cessar-fogo parcial com Israel.

Embora exista um cessar-fogo teórico desde 17 de abril, tanto Israel quanto o Hezbollah têm violado a trégua com ataques quase diários, acusando um ao outro de desrespeito.

Na quarta-feira, bombardeios de Israel causaram ao menos 10 mortes no Líbano. Após confrontos recentes reivindicados pelo Hezbollah, o exército israelense ameaçou atacar o subúrbio sul de Beirute se houver agressão a seu território.

Na madrugada de quinta-feira, um grupo pró-Irã disparou foguetes contra o exército israelense em Al-Qantara, no sul do Líbano, e atingiu com drones um posto de comando próximo ao castelo histórico de Chqif.

A Organização Mundial da Saúde informou que mais de 600 pessoas morreram no Líbano desde 17 de abril, quando o cessar-fogo foi implementado.

Os ataques israelenses já causaram 3.516 mortes desde 2 de março, início da guerra no Líbano, e deslocaram mais de um milhão de pessoas, segundo autoridades. Do lado israelense, 26 soldados e um civil prestador de serviços foram mortos no Líbano.

Pedido de separação nas negociações

Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu para separar as negociações sobre o Líbano das que envolvem o Irã. O Irã discorda. Abbas Araghchi, chefe da diplomacia iraniana, alertou que um ataque à capital libanesa poderia causar uma guerra em larga escala na região.

Donald Trump também expressou desejo de se encontrar com o líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei. Ele disse que gostaria de conversar com ele e indicou que tal encontro pode acontecer, dependendo das circunstâncias.

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