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Vacina da covid-19 é maior aposta da Pfizer para impulsionar balanço

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A expectativa é produzir até 100 milhões de doses até o final do ano; os testes da fase 2 e 3 têm a participação de voluntários no Brasil

Vacina para o novo coronavírus (covid-19) (Dado Ruvic/Illustration/File Photo/Reuters)

O avanço nas pesquisas com a vacina ocorre em meio a uma reestruturação da Pfizer. A farmacêutica planeja separar a sua divisão responsável pela venda de medicamentos que já perderam a patente (chamada de Upjohn) e fazer uma fusão com a fabricante de genéricos Mylan. A mudança fará com que a Pfizer se dedique exclusivamente à pesquisa e à comercialização de drogas novas e patenteadas por ela — e, portanto, mais lucrativas.

A vacina da Pfizer em parceria com a BioNtech é uma das 166 vacinas potenciais sendo pesquisadas contra o novo coronavírus no mundo. Desse total, 25 vacinas estão em fase de testes clínicos em humanos, segundo o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

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Depois de dez anos tentando, Nasa consegue refletir laser na órbita lunar

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Cientistas estavam tentando refletir o feixe de luz desde 2009, quando lançaram uma nave espacial para ficar próxima da superfície lunar

Cientistas estavam tentando refletir o feixe de luz desde 2009, quando lançaram uma nave espacial para ficar próxima da superfície lunar

Foram diversas tentativas em mais de dez anos, mas a Nasa finalmente conseguiu refletir um raio laser emitido da Terra na órbita lunar. O experimento iniciado em 2009 que consiste em emitir um feixe de luz de uma estação terrestre direcionado para uma nave espacial que orbita próximo da Lua pode ajudar os cientistas a entender melhor a concepção do universo e como os planetas e estrelas estão alinhados.

Conforme relata o estudo publicado na revista científica Earth, Planets and Space, o sinal laser viajou mais de 385 mil quilômetros partindo da estação Lunar Laser Ranging, na França, para a nave Lunar Reconnaissance Orbiter, lançada em 2009 e que não é tripulada. A espaçonave é equipada com uma espécie de espelho do tamanho de uma folha de papel, que é utilizado para refletir o raio laser.

Os resultados obtidos com esta experiência podem auxiliar os cientistas a entenderem melhor a distância entre a Terra e a Lua. Ao que os pesquisadores já puderam observar, a Lua está se distanciando 3,8 centímetros por ano da Terra por conta dos impactos gravitacionais dos dois corpos. Os pesquisadores também descobriram que a luz emitida leva, em média, 2,5 segundos para retornar.

“Agora que estamos coletando dados há 50 anos, podemos ver tendências que não teríamos sido capazes de ver de outra forma”, afirmou Erwan Mazarico, cientista planetário do Goddard Space Flight Center, da Nasa. E não adianta ter pressa por resultados. “A ciência do alcance de um laser é uma maratona”, disse.

Este tipo de experimento não é exatamente novo. Cientistas da Nasa já haviam refletido lasers da Terra na Lua desde as missões Apollo, entre os anos 1960 e 1970. O problema é que os cinco equipamentos instalados pelos astronautas são considerados ultrapassados e já não funcionam tão bem. Por isso, a Nasa enviou uma nave para orbitar próximo à Lua. A operação custou mais de 500 milhões de dólares.

Refletores instalados nas missões Apollo ainda estão na Lua (Nasa/Divulgação)

Para Vishnu Viswanathan, outro cientista do Goddard Space Flight Center e que trabalha no experimento, é possível que as mediações deem aos cientistas mais informações para resolver grandes mistérios da ciência atual. Um deles é saber como os campos magnéticos da Lua foram extintos. Outra pergunta sem resposta é se a Lua tem um núcleo sólido em sua estrutura.

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As vacinas na frente da Rússia na corrida contra a covid-19

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A vacina feita na Rússia foi registrada nesta terça-feira, 11, embora ainda não tenha começado a fase final de testes. Veja as vacinas que já chegaram lá

Vacina contra o coronavírus: EUA, Rússia, Reino Unido e China estão em fases avançadas do desenvolvimento da vacina (Dado Ruvic/Reuters)

A Rússia registrou a primeira vacina do mundo contra o novo coronavírus. O registro foi feito na manhã desta terça-feira, 11, após autoridades russas terem afirmado ao longo da última semana que a vacina foi capaz de criar uma resposta imune nos voluntários que participaram de testes clínicos.

A fase que gerou resultados é a penúltima nos testes para uma vacina, faltando ainda a conclusão da fase 3, em que estão vacinas testadas no Brasil, como a de Oxford e a da chinesa Sinovac. Mas a Rússia decidiu registrar a vacina mesmo antes da última etapa e sem divulgar à comunidade científica estudos mais detalhados sobre o desenvolvimento.

Ainda assim, o governo russo afirmou que deve começar a produção da vacina em breve. Como ainda não passou pela última fase de testes, a eficácia da vacina russa, feita no Instituto Gamaleya, será comprovada em novos testes clínicos que acontecerão ao mesmo tempo que o começo da vacinação.

O governo do Paraná havia afirmado no fim do mês passado que conversou com o embaixador russo no Brasil para uma possível parceria com a Rússia para produção da vacina registrada hoje. Mais recentemente, foi fechada uma parceria do Paraná com a chinesa Sinopharm, que tem opções de vacinas feitas em Wuhan e Pequim que serão testadas no estado.

À frente da vacina russa e na última fase de testes, há seis vacinas contra o coronavírus sendo testadas, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) no fim de julho. Além da Sinopharm no paraná, outras duas têm parcerias para testes no Brasil.

Estão sendo testadas no Brasil a vacina britânica da Universidade de Oxford em parceria com a biofarmacêutica AstraZeneca (testada pela Fiocruz) e a da chinesa Sinovac (testada em São Paulo com o Instituto Butantan).

No resto do mundo, estão ainda na última fase de testes a americana Moderna e a vacina da também americana da Pfizer em parceria com a alemã BioNTech. Ao todo, há mais de 160 tentativas no mundo, incluindo em outras fases de teste.

Também deve começar a fase 3 de testes em breve a vacina da chinesa CanSino Biologics, que fechou parceria para testes na Arábia Saudita. A empresa disse que também está em negociação para os testes em países como Rússia, Brasil e Chile. A candidata da CanSino se tornou a primeira na China a passar para testes em humanos em março, mas as vacinas da Sinovac e da Sinopharm terminaram sendo aprovadas mais rapidamente.

Os próximos passos da vacina russa

No anúncio feito hoje, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que sua filha já recebeu uma dose da vacina desenvolvida. “Uma de minhas filhas foi vacinada, tendo participado da fase de testes. Após a primeira vacinação, ficou com 38 graus de temperatura, no dia seguinte tinha 37 graus e pouco. E é tudo”, afirmou Putin.

À rede de televisão americana CNN, o secretário de imprensa do Fundo de Investimento Direto da Rússia (RDIF), que investe em empresas e pesquisas russas promissoras, disse que, uma vez registrada, a vacina já poderá ser aplicada em médicos e outros integrantes do grupo de risco.

Se a vacina der certo, a Rússia ganhará a “nova guerra fria” em busca de uma proteção contra a covid-19. Estudos sobre a eficácia dela devem ser publicados já no final deste mês. Além de aliviar a crise de saúde mundial, que já matou mais de 730.000 pessoas, seria um golpe nos Estados Unidos e no Reino Unido, que recentemente acusaram o país de hackear seus sistemas para derrubar pesquisas sobre vacinas contra a covid-19.

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Ciência

Nasa divulga foto misteriosa das nuvens de Júpiter

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Foto do dia da Nasa mostra Júpiter através dos olhos da sonda Juno, que ficou sete anos no espaço

Júpiter: atmosfera do planeta gigante é a maior do sistema solar (Roberto Machado Noa/Getty Images)

A foto do dia escolhida pela Nasa nesta terça-feira, 11, mostra a superfície do planeta Júpiter em uma foto misteriosa tirada em 2016 pela sonda Juno, que conseguiu fazer descobertas incríveis.

Dados recentes da Juno mostram que a amônia gasosa de Júpiter está ausente em muitas nuvens do planeta e que, em algumas nuvens de alto nível, existe um tipo “inesperado de descarga elétrica chamada de relâmpago raso”.

“Grandes separações de carga são necessárias para os relâmpagos , que podem ser criados pela colisão de cogumelos levantados por correntes ascendentes de gás”, explica a Nasa em publicação em seu blog oficial. “A amônia e a água aderem a esses cogumelos, que sobem até ficarem muito pesados ​​— depois disso, eles caem na atmosfera de Júpiter e derretem”, conclui a agência espacial.

(NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Reprodução)

Vale lembrar que a atmosfera de Júpiter é a maior do sistema solar, composta principalmente de hidrogênio e hélio, e que o planeta também é o maior de todos tanto em diâmetro quanto em massa. O gigante é do tipo gasoso. Júpiter é 11 vezes maior que a Terra e 20,6 vezes maior que Marte.

Segundo a Nasa, “compreender a dinâmica atmosférica em Júpiter oferece uma perspectiva valiosa para fenômenos atmosféricos e de relâmpagos semelhantes que ocorrem em nossa Terra natal”.

Então, desvendar os segredos do planeta gigante pode ajudar a entender melhor os nossos próprios.

 

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Chuva de meteoros atinge a Terra nesta semana; saiba como assistir

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Chamada de Perseidas, a chuva ficará ainda mais forte entre as madrugadas dos dias 12 e 13 de agosto

Perseidas: chuva ficará mais visível entre os dias 12 e 13 (Petr Horálek/Reprodução)

A Terra será agraciada por uma chuva de meteoros intensa nesta semana. Chamada de Perseidas, a chuva ficará ainda mais forte entre as madrugadas dos dias 12 e 13 de agosto no hemisfério Sul. Isso acontece porque, às vezes, o nosso planeta passa pela cauda de um cometa. Neste caso, do Swift-Tuttle.

Mas de onde vêm esses meteoros? Segundo a Nasa, em termos de direção no céu, a resposta é a constelação de Perseus. “É por isso que a chuva de meteoros é conhecida como Perseidas”, explica a agência espacial em uma publicação em seu blog oficial.

Em termos de corpos, os meteoros das Perseidas vêm do Swift-Tuttle, que completa uma órbita ao redor do Sol a cada 133 anos e, quando isso acontece, o cometa é aquecido e pequenas partículas radiantes acabam passando pela Terra.

A Nasa ainda afirma que a chuva de meteoros de 2020 pode ser “uma das melhores deste ano”.

Perseidas, que já está passando pela Terra desde julho, ficará no céu terrestre até o dia 24 de agosto.

Como assistir à chuva de meteoros?

Quem está no hemisfério vai ter mais sorte do que os brasileiros, por exemplo. Isso porque, neste ano, a Lua estará na fase minguante gibosa, quando o satélite começa a perder a iluminação, mas ainda tem luz o suficiente para atrapalhar a chuva de meteoros — uma vez que ambos estarão visíveis ao mesmo tempo e a Lua pode acabar (literalmente) minguando a vista da chuva de meteoros.

Por aqui, será possível observar cerca de 15 meteoros por hora, enquanto no norte da Terra será possível ver de 45 até 90 e o ápice da chuva será amanhã, no dia 11.

Apesar disso, a Nasa afirma que “a Perseidas é rica em meteoros brilhantes e bolas de fogo, então ainda valerá a pena sair bem cedo de manhã para ver alguns dos fogos de artifício da natureza”.

A chuva de meteoros é melhor vista às 2 horas da manhã. Às 9 horas da noite, no entanto, já é possível ver um pouquinho de Perseidas no céu, embora de uma forma muito mais fraca. Para vê-los, não é preciso ter nenhum equipamento especial.

As recomendações da agência espacial americana são: deixar seus olhos se acostumarem ao escuro (o que pode levar cerca de 30 minutos) e não ficar usando o celular enquanto espera para ver os meteoros, uma vez que o brilho das telas pode afetar a visão noturna negativamente, o que reduzirá o número de meteoros vistos.

Se não der certo e não for possível ver a olho nu, a partir de amanhã a Nasa fará uma transmissão ao vivo da chuva de meteoros em seu perfil no Facebook.

 

 

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União anti-covid-19: Pfizer aceita fazer remdesivir em escala global

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Acordo pretende escalar produção de remédio que mostrou bons resultados na redução do tempo de internação dos pacientes

Remdesivir: Pfizer se uniu à Gilead para produzir remédio em larga escala (Gilead Sciences Inc/Handout/Reuters)

A farmacêutica americana Pfizer anunciou nesta sexta-feira, 7, um acordo com a biofarmacêutica Gilead Sciences, também dos Estados Unidos, para produzir o remdesivir, primeiro tratamento promissor na luta contra o novo coronavírus.

O acordo pretende escalar a produção da medicação intravenosa, que mostrou bons resultados na redução do tempo de internação dos pacientes infectados pela covid-19.

Isso porque na última quinta-feira, 6, a Gilead afirmou que “não seria capaz de produzir doses suficientes do remédio para atender a demanda global”. Com o apoio da Pfizer, o problema pode ser solucionado — uma vez que a farmacêutica opera em mais de 90 mercados e vende seus produtos em mais de 125 países. A droga será produzida na fábrica da Pfizer no Kansas, nos Estados Unidos.

Em um comunicado publicado no site da própria empresa, a Pfizer afirmou que “desde o começo era claro que somente uma companhia ou inovação não seria capaz de acabar com a crise da covid-19”.

Para Albert Bourla, CEO da empresa, o acordo “é um exemplo excelente dos membros do ecossistema de inovação trabalhando juntos para trazer soluções médicas”. “Juntos, somos mais fortes do que sozinhos”, disse Bourla no comunicado.

No início do mês passado, os Estados Unidos compraram mais de 90% do estoque do remdesivir — o que pode fazer com que os demais países, inclusive o Brasil, receba menos doses da medicação, pelo menos nos próximos três meses.

O novo acordo da Pfizer com a Gilead pode, enfim, ser capaz de sanar a situação.

A vacina da Pfizer

A farmacêutica também está correndo atrás de desenvolver uma vacina contra a doença em breve e já demonstrou bons resultados em estudos divulgados recentemente.

A proteção da Pfizer, que utiliza uma técnica com base no RNA mensageiro, se tornou uma das principais candidatas a inocular o vírus da covid-19. Nos últimos 30 dias, as ações da empresa acumulam uma alta de 17% — apesar de registrarem um saldo negativo em 2020.

As vacinas com base em RNA mensageiro têm como objetivo produzir as proteínas antivirais no corpo do indivíduo. Com a injeção, o conteúdo é capaz de informar as células do corpo humano sobre como produzir as proteínas capazes de lutar contra o coronavírus.

A expectativa é testar a vacina em aproximadamente 30.000 voluntários com idades entre 18 e 85 anos no mundo. Desse total, 1.000 serão testados no Brasil, com voluntários na Bahia e em São Paulo. Os demais participantes estarão distribuídos em 39 estados dos Estados Unidos, e também na Argentina e na Alemanha.

Se tudo der certo, a empresa espera que a eficácia da vacina seja comprovada até o outubro. A Pfizer espera produzir até 100 milhões de doses até o fim do ano. Outras 1,3 bilhão de doses podem ser fabricadas no ano que vem.

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Por que é possível viver em Hiroshima ou Nagasaki — e não em Chernobyl

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Entenda as diferenças entre as consequências da radiação que atingiu as três regiões

Hiroshima: 75 anos após bomba atômica, cidade hoje é habitável (Getty Images/Reprodução)

Em 6 de agosto de 1945, exatamente 75 anos atrás, caía a primeira bomba atômica no mundo, chamada de Little Boy, sobre a cidade de Hiroshima, no Japão. Mais tarde, a tragédia viria a ser acompanhada por outra bomba, a Fat Man — dessa vez com o destino programado para a cidade de Nagasaki, três dias depois do primeiro ataque realizado pelos Estados Unidos. Anos depois, em 1986, o Japão e o restante do mundo ainda estavam se recuperando das duas grandes tragédias que tiveram um impacto global. E ninguém estava preparado para o que estava por vir. Dessa vez, um acidente pararia os noticiários novamente. Nos dias 25 e 26 de abril daquele ano, a usina V.I. Lenin explodiu e devastou cidades como Pripyat e Chernobyl, localizadas no território da atual Ucrânia.

Considerado o maior acidente nuclear da história, Chernobyl foi alvo de uma explosão de um reator que liberou sete toneladas de combustível nuclear. Quando o combustível se fundiu com a atmosfera, foram liberadas partículas dos elementos químicos xenônio, césio e iodo radioativo — deixando a região com características radioativas até os dias atuais.

No total, mais de 200 mil pessoas morreram pela explosão de ambas as bombas no Japão, e as duas cidades sofreram com danos irreversíveis.

À época, parecia que as regiões não iriam se recuperar tão cedo — afinal, não era possível saber ao certo quais seriam as consequências da destruição e da radiação que pairavam sobre as cidades japonesas.

Consequências divergentes

Embora os três locais tenham sido palco de grandes tragédias químicas, as cidades japonesas hoje podem se orgulhar de terem conseguido dar a volta por cima. Atualmente, Hiroshima conta com um número crescente de mais de 2 milhões de habitantes, enquanto Nagasaki conta com 413 mil habitantes.

Isso aconteceu porque, enquanto Hiroshima e Nagasaki foram atingidas por 65 quilos de urânio e 6 quilos de plutônio, respectivamente, e Chernobyl sofreu com toneladas de radiação expostas no ar — deixando um raio de até 2.600 quilômetros quadrados inabitável.

Além disso, as bombas direcionadas pelos Estados Unidos para as cidades japonesas explodiram ainda no ar, enquanto o reator de Chernobyl derreteu e acabou se fundindo na superfície, tornando o solo da região extremamente radioativo.

Portanto, o efeito de radiação presente no solo é muito mais prejudicial para o ambiente do que a explosão de alguns quilos de radiação no ar.

Segundo especialistas, a expectativa é que a região afetada de Chernobyl volte a se tornar habitável daqui a cerca de 20 mil anos.

No entanto, alguns animais selvagens com aparência saudável foram vistos pela região pelos últimos anos, embora os testes de radiação indiquem que o local ainda está altamente contaminado.

A capacidade da natureza de se recuperar de uma tragédia radioativa de forma natural ainda está sendo avaliada, embora os sinais de descontaminação a longo prazo sejam favoráveis para a região.

 

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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

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