O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23/4) que não considera usar armas nucleares contra o Irã. Durante entrevista na Casa Branca, ele classificou a pergunta sobre esse possível uso como “estúpida”.
Ao ser questionado por uma repórter, Trump respondeu de forma direta: “Não”. Ele criticou a pergunta dizendo: “Por que alguém faria uma pergunta tão estúpida? Por que eu usaria uma arma nuclear?”
Segundo o presidente, não há necessidade de uma escalada nuclear, pois as forças americanas já causaram danos relevantes à estrutura militar iraniana. Trump destacou que os Estados Unidos já reduziram significativamente as capacidades do Irã sem recorrer a armamento nuclear.
Pressão militar
As declarações surgem em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã. Trump afirmou que os Estados Unidos já atingiram 78% dos alvos planejados no conflito e ameaçou finalizar a ofensiva militar caso não haja um acordo.
Ele disse: “Se eles não quiserem fazer um acordo, então eu finalizarei o ataque militarmente com os outros 25% dos alvos”. De acordo com Trump, estruturas estratégicas do Irã, como produção de mísseis e drones, já foram desativadas.
Apesar do discurso firme, o governo dos EUA continua defendendo uma solução diplomática. Trump disse que não está sob pressão para fechar um acordo e que o tempo favorece os Estados Unidos nas negociações. Até o momento, não há um prazo definido para avanços nas tratativas entre os dois países, que ainda enfrentam desconfiança e ausência de proposta formal iraniana.
Tensão no Estreito de Ormuz
No campo militar, os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, região estratégica para o comércio mundial de petróleo. O Comando Central norte-americano informou que 31 embarcações foram obrigadas a retornar aos portos, aumentando a pressão econômica sobre o Irã.
O cenário de segurança na região permanece instável, com avaliações indicando que operações de desminagem podem levar até seis meses após o fim do conflito. Mesmo sob questionamentos, Donald Trump mantém discurso firme, afirmando que qualquer acordo com Teerã será feito sob condições favoráveis aos Estados Unidos e seus aliados.
