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sexta-feira, 24/04/2026

Correios têm prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025

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Os Correios tiveram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, valor que é mais de três vezes maior que o prejuízo de R$ 2,6 bilhões registrado em 2024. O relatório oficial foi divulgado no Diário Oficial da União.

Esse resultado negativo aconteceu principalmente por causa das provisões para obrigações judiciais, que somaram R$ 6,4 bilhões no ano — um aumento de 55,12% em relação a 2024. Grande parte dessas ações judiciais são trabalhistas, incluindo adicionais por riscos e trabalhos na distribuição e coleta.

Além disso, a receita da empresa diminuiu para R$ 17,3 bilhões, uma queda de 11,35% comparada ao ano anterior. Os custos para manter as operações também subiram, aumentando o prejuízo.

A empresa está acumulando prejuízos há 14 trimestres consecutivos desde o final de 2022. Segundo o presidente Emmanoel Schmidt Rondon, que assumiu em setembro de 2024, o problema é um ciclo difícil de quebrar: a falta de dinheiro impacta o pagamento a fornecedores, prejudica o dia a dia da empresa e limita a chance de crescer ou conseguir novos contratos.

Rondon apontou que a estrutura de custos é rígida, com muitas despesas fixas, o que dificulta reduzir gastos rapidamente para compensar a menor receita.

O problema é maior por mudanças no setor, como o crescimento da logística por empresas de comércio eletrônico, que diminui a dependência dos Correios, e o uso menor de correspondências tradicionais devido às novas formas de comunicação.

Para tentar resolver a crise, os Correios conseguiram empréstimos de R$ 12 bilhões junto a bancos públicos e privados. Também aplicaram medidas para diminuir custos, como dois planos de demissão voluntária, que contaram com 3.756 adesões em 2024/2025 e 3.181 em 2025. A meta inicial era desligar 10 mil pessoas, e novos planos podem ser lançados. A empresa também renegociou dívidas, prolongou prazos de pagamento e cortou gastos com imóveis, manutenção de agências e operações de entrega.

O presidente rejeita a ideia de privatização, defendida por alguns economistas, dizendo que essa decisão é do governo federal e que o tema não está sendo discutido atualmente. Ele aposta em um plano para recuperar a empresa, visando lucros positivos a partir de 2027, o que permitiria captar mais recursos e manter os Correios funcionando de forma sustentável.

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