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quarta-feira, 05/08/2026

SUS oferece atendimento online para apostadores

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O Sistema Único de Saúde (SUS) está disponibilizando até 100 mil atendimentos por mês via teleatendimento para pessoas que enfrentam problemas de saúde mental causados por jogos de aposta, além de oferecer suporte a seus familiares. Esta ação faz parte de um acordo firmado em dezembro de 2025 entre os ministérios da Fazenda e da Saúde.

O acordo prevê medidas integradas para prevenir, reduzir danos e cuidar da saúde de quem tem dificuldades relacionadas ao jogo. O Ministério da Fazenda, através da Secretaria de Prêmios e Apostas, é responsável por fiscalizar o mercado de apostas, aplicar sanções, autorizar operadores e criar ferramentas para evitar riscos, principalmente para grupos mais vulneráveis.

O serviço de atendimento em saúde mental é gratuito e oferece orientação e acompanhamento profissional, servindo como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). As consultas duram cerca de 50 minutos e podem levar a novos atendimentos, encaminhamentos para atendimento presencial ou alta, conforme o diagnóstico do profissional.

Para usar o serviço, o usuário deve acessar o aplicativo Meu SUS Digital, entrar com a conta gov.br, escolher o miniaplicativo “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta” e responder a um autoteste. Depois, realiza a solicitação por meio da plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), aceita o Termo de Uso, preenche o formulário, informa se o atendimento é para ele ou para um familiar, e finaliza o pedido. Após o agendamento, recebe a confirmação, o link para videochamada e as orientações necessárias.

Alguns sinais de que o jogo pode estar causando problemas são mudanças no sono, apetite ou humor, ansiedade e irritação quando não está jogando, dificuldade para parar, sentimento de culpa ou vergonha, esconder ou mentir sobre as apostas, comprometer o orçamento ou relações pessoais e usar o jogo para lidar com estresse, ansiedade ou frustração.

Os Ministério da Fazenda e Ministério da Saúde mantêm o Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas, que acompanha os efeitos das apostas na saúde e desenvolve ações preventivas e de cuidado. Entre as ferramentas disponíveis está a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite que as pessoas bloqueiem seu CPF para não acessar sites de apostas autorizados.

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