THAÍSA OLIVEIRA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
Na terça-feira (4), um grupo de oito pessoas foi alvo de buscas por suspeita de que planejavam atacar o Palácio do Planalto e outros prédios importantes da Esplanada dos Ministérios em outubro, período das eleições.
A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério da Justiça informaram que os suspeitos compartilhavam informações em dois grupos públicos no Telegram.
Os investigados trocaram manuais para fazer bombas caseiras e mapas detalhados dos prédios no centro de Brasília.
“Eles desenharam a região central, marcando ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, definindo qual seria o principal alvo. Também divulgaram a planta do Palácio do Planalto como alvo principal”, explicou o delegado Maurílio Coelho, coordenador de Inteligência da Polícia Civil.
A investigação mostra que o grupo discutia recrutar mais pessoas e definir datas para os ataques. Dados de celulares e computadores apreendidos ajudarão a identificar o estágio das ações já realizadas.
As buscas ocorreram em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os suspeitos têm entre 19 e 31 anos e atuam em diferentes áreas. Um deles é seminarista em um mosteiro de Pernambuco.
A investigação começou com um relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, chamado Ciberlab. A operação recebeu o nome de Rede Interrompida. O grupo também divulgava mensagens de ódio contra mulheres e símbolos neonazistas.
A Polícia Civil apura crimes como associação criminosa, incitação ao crime e violações relacionadas ao racismo. Nenhum pedido de prisão foi feito até o momento.
Em novembro de 2024, um homem se explodiu em frente ao STF e detonou explosivos em um carro no estacionamento da Câmara dos Deputados, vestindo roupas que lembravam a fantasia do Coringa, personagem anarquista das histórias em quadrinhos.
