Durante um evento tradicional em Washington, o jantar de gala dos correspondentes da Casa Branca, um homem armado tentou atacar o presidente Donald Trump. O incidente provocou a evacuação imediata e reforço na segurança do presidente dos Estados Unidos e da primeira-dama, que participavam do evento pela primeira vez.
Mais do que um susto, o episódio trouxe à tona um conceito pouco conhecido fora dos Estados Unidos: o “sobrevivente designado”. Na política norte-americana, o sobrevivente designado é um membro do governo que é mantido em um local seguro longe dos principais líderes durante grandes eventos para garantir a continuidade do governo em caso de um ataque catastrófico.
Essa prática surgiu durante a Guerra Fria para proteger a liderança política dos Estados Unidos diante da ameaça de ataques nucleares. O sobrevivente designado deve estar legalmente apto para assumir a presidência, atendendo critérios como ser cidadão norte-americano nato e ter pelo menos 35 anos de idade.
Diversos membros do gabinete presidencial podem ser escolhidos para essa função, que exige sigilo absoluto. A pessoa designada não pode revelar sua posição e normalmente só é informada pouco antes do evento.
Embora não faça parte da Constituição dos Estados Unidos, a função é regulamentada por lei federal e é uma peça fundamental para garantir a estabilidade do governo em situações extremas. A escolha do sobrevivente designado geralmente cabe ao presidente ou a seu chefe de gabinete.
O peso da responsabilidade é grande, pois, em um cenário grave, o sobrevivente designado seria a única autoridade legítima para liderar o país. Incidentes como o recente ataque frustrado reforçam a importância desse protocolo para a segurança nacional.
