A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisará nesta terça-feira (28/4) se o pastor Silas Malafaia deve ser processado por declarações feitas contra generais do Exército durante um evento bolsonarista realizado em abril de 2025 na Avenida Paulista.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia que inclui os crimes de injúria, calúnia e difamação, baseados em queixas feitas pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva.
O caso será discutido em sessão presencial após o ministro Cristiano Zanin solicitar a retirada do processo do plenário virtual para destaque especial.
Outra investigação em andamento
Silas Malafaia também está sob investigação por possível envolvimento em crimes de coação durante processo judicial, obstrução de investigação relacionada a organização criminosa e ataque ao Estado Democrático de Direito.
Essas investigações derivam de apurações sobre condutas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro em caso conhecido como tarifaço.
De acordo com a Polícia Federal, mensagens trocadas entre Malafaia e o ex-presidente após o anúncio de sobretaxas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros indicam tentativa de articular uma campanha que relacionava o fim dessas sanções à concessão de anistia a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Em áudios e textos, Silas Malafaia orienta Jair Bolsonaro a condicionar a suspensão das tarifas à anistia, além de sugerir gravação de vídeos para fortalecer essa narrativa.
Ele afirma que é necessário pressionar o STF afirmando que, se houver uma anistia ampla e total, as tarifas serão suspensas.
