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segunda-feira, 20/04/2026

Seminário discute papel da comunidade na saída do Brasil do Mapa da Fome

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Em Brasília

A participação da população tem sido essencial para o progresso no combate à fome no Brasil, conforme ressaltou a presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recine, durante o Seminário sobre a saída do Brasil do Mapa da Fome.

O evento, organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em colaboração com o Grupo de Trabalho de Cooperação Acadêmica para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Secretaria de Combate à Fome e à Pobreza do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (SECF/MDS), aconteceu nos dias 19 e 20 de março, no auditório da FGV, no Rio de Janeiro.

Em sua apresentação, Recine destacou a expansão do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e o fortalecimento da participação popular como fatores decisivos para a melhora dos índices de segurança alimentar. Ela mencionou os desafios na inclusão dos municípios, mas ressaltou o crescimento das políticas públicas na área.

A presidenta do Consea também enfatizou a relevância da mobilização social para promover mudanças profundas nos sistemas alimentares. “Garantir o direito humano à alimentação adequada e transformar os sistemas alimentares são metas que enfrentam grandes dificuldades não só no Brasil, mas também em todo o mundo. Sem uma força popular organizada que apoie essa transformação, ela não ocorrerá. É a sociedade civil que dá o poder de mudança a qualquer governo nacional”, afirmou.

Outro tema abordado foi o acompanhamento do 3º Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (3º Plansan), que está sendo desenvolvido pelo Consea. O plano busca integrar informações para aumentar a transparência no uso dos recursos, identificando progressos e áreas que precisam de melhorias durante a implementação. Esse processo envolve a colaboração com conselhos estaduais e organizações ligadas ao conselho.

Recine também falou sobre o Encontro +2 (6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional + 2 anos), marcado para junho em Brasília, que avaliará os resultados da 6ª Conferência Nacional realizada em 2023, com base em dados nacionais e estaduais.

O seminário juntou gestores públicos, acadêmicos e representantes da comunidade para examinar os avanços nas políticas de segurança alimentar e nutricional, que possibilitarão a saída do Brasil do Mapa da Fome, prevista para julho de 2025 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU). Entre os presentes estiveram o ministro Wellington Dias, do MDS; Valéria Burity, da SECF/MDS; Luiza Trabuco, diretora de Gestão do Sisan (MDS); Renato Maluf, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e ex-presidente do Consea; e Jorge Meza, representante da FAO no Brasil.

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