Artur Búrigo
Folhapress
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), dispensou na última segunda-feira (27) o secretário de Educação do estado, Rossieli Soares.
A notícia pegou muitos no setor de surpresa. Rossieli começou no cargo em agosto do ano passado, ainda durante a gestão de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo em março para concorrer à presidência.
O governo de Minas não divulgou o motivo para a saída do secretário.
Nas redes sociais, o agora ex-secretário agradeceu Zema, Mateus e os servidores da educação, destacando que seu trabalho trouxe bons resultados.
Antes de Minas, Rossieli assumiu a Secretaria de Educação no Pará em 2023, deixando o cargo após pouco tempo. Ele também foi secretário em São Paulo (2019-2022) e Amazonas (2012-2016), além de ministro da Educação no governo de Michel Temer em 2018.
Durante sua gestão em Minas, ele enfrentou críticas ao apoiar a expansão das escolas cívico-militares, uma ação bloqueada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Foram feitas concessões para manutenção de 95 escolas por empresas privadas. Além disso, Rossieli foi acusado pela oposição de uma compra irregular de R$ 348 milhões em materiais escolares. O governo, no entanto, afirmou que a compra foi feita por pregão eletrônico, uma modalidade legal, e conseguiu um desconto de 57% no valor dos livros.
Em novembro, uma aula sobre inteligência artificial para alunos da rede estadual foi interrompida devido a uma confusão no estádio Mineirão.
O governo nomeou Gustavo Braga, servidor de carreira e ex-chefe de gabinete na Secretaria de Governo, para substituir Rossieli. Braga já ocupou outros cargos na área da educação.
