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sábado, 13/06/2026

Saúde indígena no Ceará ganha novo sistema digital de prontuário

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O Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira (12) um sistema digital chamado Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS) nas unidades básicas de saúde indígenas do Polo Base Maracanaú, no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Ceará. Esta iniciativa é parte do esforço do governo federal para melhorar o acesso e a qualidade da saúde digital nas regiões indígenas, integrando as informações com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Lucinha Tremembé, secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, explicou que o novo sistema vai informatizar os registros de saúde e melhorar o atendimento. Os profissionais de saúde terão acesso a todas as informações organizadas em um único ambiente digital, como histórico de consultas, exames e outros dados importantes, reduzindo repetição de procedimentos e garantindo continuidade no cuidado.

Ilano Barreto, secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde, destacou que o prontuário eletrônico facilita a organização da saúde básica nas áreas indígenas, unificando os dados com as bases nacionais do SUS. Isso ajuda a melhorar a gestão do atendimento e o acompanhamento dos indicadores, respeitando as características de cada comunidade.

O sistema já foi testado na Casa de Saúde Indígena (Casai) de Brasília, onde a implantação começou em maio. Agora, no Ceará, o uso será expandido conforme as capacitações presenciais aos profissionais de saúde forem acontecendo.

As equipes do Polo Base Maracanaú e das Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) Dona Joaquina Vieira e Pajé Barbosa foram as primeiras a receber o treinamento no estado. Atualmente, o sistema oficial usado é o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), mas o novo prontuário eletrônico será integrado ao Siasi, aumentando a confiabilidade das informações.

O prontuário digital foi adaptado para as necessidades dos povos indígenas, incluindo dados como nome tradicional, informações do DSEI, aldeia, períodos em que o paciente ficou fora do território indígena e outros dados específicos que ajudam no acompanhamento da saúde. Até agora, mais de 100 profissionais foram treinados para usar o sistema nas unidades pilotos.

Está previsto que o PEC e-SUS APS seja implantado gradualmente nos 34 Distritos Sanitários do país, considerando a infraestrutura tecnológica, a internet disponível, a organização dos serviços e o diálogo com os povos indígenas. A próxima fase vai levar essa ação para o DSEI Yanomami, que atende os indígenas dos estados do Amazonas e Roraima.

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