São Paulo, 13 – Um advogado chamado Wender Lima de Lima foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão em regime fechado. A condenação foi feita após investigação do Ministério Público do Maranhão, por meio da Promotoria de Justiça de Arame, uma cidade com 25 mil habitantes localizada a 476 km de São Luís, capital do estado.
Wender também foi condenado a mais onze meses de prisão por falsificar documentos e enganar o processo judicial. Além disso, ele terá que pagar R$ 207.866,50 às vítimas por danos causados.
O promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, responsável pelo caso, explicou que o advogado usou sua profissão para pegar 25 ordens judiciais e homologações de acordos que beneficiavam pessoas em situação de muita vulnerabilidade, como idosos, analfabetos e indígenas da etnia Guajajara.
As investigações mostraram que Wender retirou o dinheiro em espécie e transferiu para suas próprias contas bancárias, deixando as pessoas que representava sem ajuda financeira.
Depois que foi avisado pelo Ministério Público, ele tentou atrapalhar a investigação apresentando documentos falsos e usando testemunhas para assinar papéis em branco, que ele depois preencheu com informações falsas dizendo que tinha pago as dívidas.
O promotor Felipe Rotondo destacou que o Ministério Público trabalhou não só para garantir que o advogado fosse punido pelo crime, mas também para proteger as pessoas vulneráveis afetadas por suas ações.
Ele ressaltou que o objetivo foi evitar que essas pessoas fossem prejudicadas novamente e proteger sua integridade física, social e emocional.
Estadão Conteúdo

