O Governo do Distrito Federal (GDF) investiu cerca de R$ 4,9 milhões para cercar seis áreas naturais protegidas, que são cuidadas pelo Instituto Brasília Ambiental. Essa ação tem o objetivo de aumentar a proteção ambiental, controlar melhor o acesso e evitar problemas como invasões, descarte de lixo irregular, vandalismo e destruição.
As áreas beneficiadas são os parques ecológicos do Gama, Lago Norte, Veredinha, Asa Sul, Saburo Onoyama e a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) do Bosque. Gutemberg Gomes, presidente do Instituto Brasília Ambiental, explica que o cercamento faz parte das medidas para proteger as unidades de conservação, que somam 84 locais no Distrito Federal, incluindo 34 parques ecológicos.
As obras são feitas pela Terracap e pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF), que contratam empresas por meio de processos licitatórios. O Brasília Ambiental mantém contratos para a manutenção das cercas e outras estruturas. Os tipos de cercamento variam conforme o local e podem incluir cercas, alambrados, grades e mourões com arame.
Essas construções seguem regras técnicas, ambientais e urbanísticas para manter o visual dos parques e proteger a fauna, evitando que os animais entrem em áreas perigosas. Dois parques ainda estão em processo de cercamento: o Parque Boca da Mata e o Parque Distrital Recanto das Emas.
Entre as vantagens do cercamento estão a proteção contra vandalismo e furtos, menor necessidade de consertos frequentes e durabilidade de cerca de 20 anos para a maioria das estruturas. No caso dos alambrados e mourões com arame, a duração varia de 10 a 15 anos, dependendo do material, do ambiente e dos danos sofridos.
Além de proteger o meio ambiente, essa iniciativa também ajuda na segurança pública. De acordo com a major Talita Soares, porta-voz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), delimitar as áreas facilita o monitoramento e a prevenção. Visitantes do Parque Ecológico Asa Sul destacam que o cercamento traz mais segurança e ajuda a conservar o local.

