ANDRÉ FLEURY MORAES
FOLHAPRESS
A juíza Marcella Caliani, da 2ª Vara Criminal de Limeira, no interior de São Paulo, aceitou a denúncia do Ministério Público contra quatro pessoas relacionadas à morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. Ela foi lançada de uma ponte sem equipamentos de segurança durante um salto.
Os quatro acusados agora se tornam réus e um processo criminal foi aberto. Durante o processo, suas defesas serão apresentadas, e caso haja provas suficientes, podem ser julgados em júri popular por homicídio doloso (quando há intenção).
Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves, e Evelyne dos Santos Gonçalves são acusados de homicídio doloso duplamente qualificado. A Promotoria destaca que a responsabilidade de Evelyne, que não participou diretamente do salto, se deve à omissão, além de responder por fraude processual por tentar esconder uma câmera GoPro que Maria Eduarda usava no momento.
Os advogados de defesa, como Rafael Gomes dos Santos para Maicon e Luís Felipe, afirmam que eles não tiveram intenção de matar e agiram sem assumir o risco fatal. A advogada Olga Popoviche, que defende Vitor de Freitas, diz que não há provas claras da participação efetiva dele.
Evelyne ainda não respondeu aos contatos feitos sobre o caso. Os quatro seguem presos.
Maria Eduarda morava em Jandira (SP) e foi até Limeira para realizar o salto, preferindo a modalidade chamada aviãozinho, em que os instrutores lançam a pessoa de cima da ponte.
Sem estar segura pelas cordas, ela caiu livremente, sofreu várias fraturas e morreu no local.
A Promotoria afirma que os acusados assumiram o risco de causar a morte.
A Ponte do Esqueleto, onde o salto ocorreu, é um ponto conhecido entre Limeira e Cordeirópolis. Construída para a Rede Ferroviária Federal (RFFSA), foi abandonada após o fim do projeto ferroviário.
A estrutura é de fácil acesso e não tem segurança, segundo investigação no local em 15 de junho.
No dia 17, a Prefeitura de Limeira iniciou obras para fechar o acesso à ponte, reforçando medidas já tomadas e contando com apoio do Governo Federal para proteger a área até que decisões permanentes sejam feitas.
