Brasília, 15 – Débora Freire, secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, afirmou nesta quarta-feira, 15, que ainda é muito cedo para medir os resultados do Novo Desenrola, enquanto o país continua com altos níveis de inadimplência e endividamento.
Ela destacou que as taxas de inadimplência e dívidas permanecem altas, afetando a renda das famílias de forma significativa. “Ainda é muito cedo para avaliar os efeitos do programa de renegociação de dívidas que foi lançado. Porém, o cenário atual mostra um aumento do endividamento e uma forte carga sobre a renda das famílias, principalmente devido ao aumento dos custos financeiros”, explicou.
Em junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, mencionou que o novo Desenrola já beneficiou mais de 6 milhões de pessoas, e projetou que esse número pode chegar a 10 milhões até o final do mês.
Os dados indicam que 4 milhões de pessoas melhoraram seu histórico financeiro, saindo do saldo negativo; 1,1 milhão quitaram suas dívidas à vista; e 1,7 milhão de dívidas foram renegociadas. O programa oferece descontos de até 90% sobre dívidas antigas e limita a taxa de juros a 1,99% ao mês.
Estadão Conteúdo
