A Copa do Mundo de 2026, que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá, está marcada por custos elevados, não apenas para os ingressos, mas também para o tradicional álbum oficial de figurinhas que acompanha o evento. A empresa Panini lançou este álbum com um preço mais alto do que nas edições anteriores, o que gerou diversas reclamações nas redes sociais.
Preços das figurinhas ao longo dos anos
Comparando com edições passadas, o aumento nos preços das figurinhas é nítido. Em 2002, um pacote custava apenas R$ 0,50. Com o tempo, esse valor foi subindo até chegar aos R$ 7 cobrados para a edição de 2026. Veja a evolução dos preços:
- 2002: R$ 0,50
- 2006: R$ 0,60
- 2010: R$ 0,75
- 2014: R$ 1
- 2018: R$ 2
- 2022: R$ 4
- 2026: R$ 7
Preço alto não é sempre abuso
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) esclarece que um preço elevado não significa necessariamente que haja irregularidade. O advogado Igor Marchetti explica que as empresas têm liberdade para definir seus preços, desde que não incorra em abuso. Segundo ele, comparar com produtos semelhantes ajuda a identificar possíveis excessos.
Marchetti recomenda que consumidores que percebam valores muito acima do mercado façam reclamações junto às empresas e órgãos de defesa do consumidor, como os Procons.
Golpes e produtos falsificados
O aumento no preço das figurinhas também criou um mercado paralelo onde são vendidas figurinhas falsificadas por preços menores. Consumidores encontraram ofertas em plataformas digitais como TikTok Shop e Shopee, muitas vezes por valores inferiores aos oficiais.
Recentemente, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu cerca de 200 mil figurinhas falsas em Nova Iguaçu, que seriam distribuídas na capital e região metropolitana. Essa apreensão reforça o alerta para que os consumidores fiquem atentos e evitem comprar produtos que possam ser falsificados.
Reclamações crescem com aumento dos preços
Com o aumento dos preços, órgãos de defesa do consumidor também registraram um crescimento nas reclamações. O Procon-SP informou que desde março foram registradas 238 denúncias relacionadas a produtos, ofertas e serviços ligados à Copa do Mundo.
Entre os relatos, estão denúncias contra golpes, anúncios enganosos, produtos falsificados e problemas na entrega das figurinhas. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) acompanha essas manifestações e reforça que irregularidades podem ser analisadas conforme o Código de Defesa do Consumidor.
Recomenda-se aos consumidores pesquisar preços, comparar ofertas e formalizar reclamações nos canais oficiais caso observem suspeitas de fraude.
