Yves Sakila, um imigrante congolês de 35 anos que vivia na Irlanda desde adolescente, morreu após ser imobilizado por seguranças em Dublin. O incidente ocorreu na sexta-feira, 15 de maio, e gerou manifestações no país.
Segundo relatos locais, seguranças de uma loja suspeitaram que Yves teria furtado um perfume. Eles o perseguiram e imobilizaram na rua, com um dos homens pressionando o joelho contra seu pescoço e cabeça, ação semelhante à que resultou na morte de George Floyd nos Estados Unidos.
A polícia da Irlanda está investigando o caso, enquanto centenas de pessoas se reuniram em frente ao Parlamento na quinta-feira, 21 de maio, para pedir justiça.
A Rede Irlandesa Contra o Racismo (Inar) expressou condolências à família de Yves Sakila e solicitou uma investigação completa. Shane O’Curry, diretor do Inar, afirmou estar preocupado com o uso excessivo de força e destacou a importância de garantir a confiança da comunidade de minorias étnicas no sistema de justiça.
A Anistia Internacional pediu que a Irlanda combata o racismo e proteja o direito à vida, condenando o uso ilegal da força no caso.
