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quarta-feira, 05/08/2026

Polícia prende soldado envolvido na morte de estudante de medicina em São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A Corregedoria da Polícia Militar prendeu na tarde desta segunda-feira (3) o soldado Bruno Carvalho do Prado, de 36 anos, acusado pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, que aconteceu em novembro de 2024. Prado não foi quem disparou o tiro, mas teria chutado o jovem segundos antes do disparo.

A prisão foi determinada pela juíza Luiza Torggler Silva, da 4ª Vara do Júri. No sábado (1º), o desembargador Euvaldo Chaib rejeitou um pedido de habeas corpus feito pela defesa.

A juíza informa que Prado, durante o processo e enquanto cumpria medidas determinadas pela Justiça, esteve envolvido em uma ocorrência de ameaça e agressão contra sua mulher, em um caso relacionado à violência doméstica que ainda está sendo investigado.

Por mensagem, o advogado João Carlos Campanini, que representa os dois policiais militares, afirmou que “essa informação foi enviada pela acusação para vingança e não para buscar justiça”.

“A acusação de violência doméstica já foi arquivada e não chegou a ter medida protetiva da Lei Maria da Penha. Já comunicamos ao juízo que as informações são falsas e pedimos a revogação da prisão. Estamos esperando a decisão”, acrescentou o advogado.

A juíza ressaltou que o crime descrito na denúncia é muito grave, por isso a prisão é necessária para proteger a ordem pública.

Segundo o boletim de ocorrência, Prado estava na sede do Comando de Policiamento de Área Metropolitana 2, no Campo Belo, zona sul de São Paulo. Ele informou aos policiais da Corregedoria que sabia do mandado de prisão e não resistiu.

Após a formalização no 27º DP (Campo Belo), ele foi levado para o Presídio Romão Gomes, na zona norte.

O policial responsável pelo disparo, Guilherme Augusto Macedo, está respondendo ao processo em liberdade. Um documento da Polícia Militar recomenda a expulsão dele, decisão que está sob análise do Comando Geral.

Relembre o caso

O estudante e os dois policiais se encontraram na madrugada do dia 20 de novembro de 2024. Marco Aurélio caminhava pela avenida Conselheiro Rodrigues Alves em direção a um hotel onde estava uma jovem com quem ele tinha um relacionamento.

Macedo e Prado, que estavam numa viatura, pararam Marco Aurélio. O jovem bateu no retrovisor do carro. Macedo então desceu e começou a persegui-lo. O estudante fugiu até o hotel, mas foi encurralado e levou um tiro no abdômen dado pelo policial.

Marco Aurélio foi levado ao Hospital Ipiranga, na zona sul, a cerca de 6 km do local do disparo. Apesar de haver outras unidades médicas mais próximas, relatos depois informaram que o hospital estava superlotado e com o aparelho de tomografia quebrado, o que dificultou o atendimento.

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