O Palácio do Planalto decidiu não recolher as moedas lançadas nos espelhos d’água das residências oficiais da Presidência da República. A decisão foi tomada por questões relacionadas à proteção dos animais, à complexidade das operações de recolhimento e à economia de recursos públicos.
Tradicionalmente, turistas que visitam o Palácio da Alvorada e o Palácio do Planalto costumam jogar moedas nesses espelhos d’água como forma de desejo ou agradecimento.
Histórico
Em 2013, o governo da ex-presidente Dilma Rousseff estabeleceu uma regra para destinar as moedas recolhidas para o Programa Fome Zero. Contudo, em 2021, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, essa norma foi revogada, deixando sem definição o destino das moedas.
Nos últimos dias da gestão Bolsonaro, uma polêmica surgiu quando uma reportagem revelou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teria ordenado o recolhimento de cerca de R$ 2,2 mil em moedas, sem esclarecer o que foi feito com os valores. Posteriormente, ela afirmou que o dinheiro foi doado a uma instituição de caridade.
A limpeza dos espelhos d’água, realizada por uma empresa terceirizada, causou a morte de várias carpas devido à baixa oxigenação da água durante a transferência dos peixes para outro local. Michelle Bolsonaro negou qualquer relação entre a limpeza e as mortes, dizendo que os peixes começaram a morrer uma semana depois do procedimento.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social do governo atual, órgãos de fiscalização não possuem registros da coleta e destinação dessas moedas durante a gestão Bolsonaro.
