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quinta-feira, 14/05/2026

Policial Penal Perde R$ 200 Mil em Golpe de Advogado

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Um policial penal da Penitenciária da Colmeia teve um prejuízo de cerca de R$ 200 mil após ser vítima de um golpe aplicado pelo advogado Guilherme Aguiar Alves, seu primo de primeiro grau. O advogado é investigado por utilizar a proximidade com amigos, familiares e colegas para atrair vítimas com promessas de ganhos financeiros rápidos e altos.

O caso faz parte de um esquema que levou dezenas de pessoas a procurarem a polícia para denunciar o advogado. Boletins de ocorrência foram registrados nas delegacias do Gama, Distrito Federal, e algumas ações correm na esfera cível. Ao menos 30 vítimas relatam perdas que somam mais de R$ 3 milhões.

Funcionamento do esquema

  • O advogado afirmava precisar de dinheiro para fechar contratos jurídicos milionários relacionados a escritórios de advocacia em São Paulo;
  • Também dizia necessitar de recursos para aquisição de sistemas processuais e execução de demandas judiciais;
  • Em troca do investimento, prometia lucros elevados em poucos meses, chegando a dobrar o valor investido;
  • Para convencer as vítimas, apresentava contratos, confissões de dívida e promessas formais de pagamento;
  • Algumas vítimas chegaram a receber pagamentos iniciais, o que aumentava a confiança e incentivava novos aportes;
  • Quando os pagamentos atrasavam, ele apresentava justificativas como problemas de saúde, acidentes ou dificuldades financeiras.

Caso do enterro falso

Em outubro de 2025, um advogado de 34 anos transferiu R$ 50 mil para o investimento baseado na parceria supostamente mantida pelo investigado com um escritório em São Paulo. Guilherme Aguiar Alves prometia transformar esse valor em R$ 220 mil.

Após a transferência, o suspeito acompanhou a vítima até São Paulo, alegando uma reunião com os sócios do escritório. Contudo, o encontro jamais ocorreu. Informou que o escritório estava vazio porque um dos sócios havia falecido e que todos participavam de um enterro. A vítima retornou a Brasília sem qualquer contato com a empresa.

Os pagamentos começaram a atrasar, e o advogado justificou que eles seriam feitos juntamente com a entrega de um iPhone usado nas operações. Posteriormente, disse que houve erro na compra do aparelho e que um contador faria as transferências. A vítima recebeu cerca de R$ 14 mil e teve prejuízo estimado em R$ 35,2 mil.

Carro oferecido como garantia

Uma moradora do Distrito Federal, de 36 anos, contou ter investido R$ 80 mil em um negócio relacionado à compra de um sistema de processos judiciais, com promessa de retorno de 100%, chegando a cerca de R$ 160 mil.

Durante meses, ela recebeu seis pagamentos que somaram aproximadamente R$ 106 mil, o que aumentou sua confiança. Em novembro de 2025, os pagamentos cessaram. O advogado alegou falta de recursos e prometeu regularizar a situação.

Para garantir a dívida, entregou um Renault Captur à vítima. Posteriormente, ela descobriu que o veículo estava autorizado para venda a outra pessoa e possuía rastreador instalado. O marido da vítima também entrou na negociação, transferindo R$ 30 mil com promessa de retorno de R$ 60 mil em dois meses, valor que não foi totalmente pago.

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