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sexta-feira, 15/05/2026

Lucro da Caixa cai 34% por maiores reservas contra calote

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JÚLIA MOURA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O lucro da Caixa Econômica Federal caiu porque o banco aumentou o dinheiro guardado para cobrir possíveis calotes, ou seja, empréstimos que podem não ser pagos.

Nos primeiros três meses deste ano, o lucro da Caixa ficou em R$ 3,5 bilhões, o que representa uma queda de 34,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

O valor reservado para perdas com inadimplência mais que dobrou, chegando a R$ 6,5 bilhões, um aumento anual de 225%. A taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,71%, subindo 1,22 ponto percentual.

A Caixa explicou que esse aumento nas reservas é resultado de uma mudança nas regras do Banco Central. Desde 2025, os bancos precisam reservar uma quantia baseada na perda esperada dos créditos, enquanto antes apenas as perdas já ocorridas eram consideradas.

O banco ressaltou que as mudanças nos números refletem essa transição regulatória e não indicam necessariamente um aumento no risco dos empréstimos ou na situação financeira da carteira de crédito.

A margem financeira da Caixa foi de R$ 18,3 bilhões em janeiro a março, registrando crescimento de 11,8% comparado ao mesmo período do ano passado e 4,2% em relação ao trimestre anterior, impulsionada pelo aumento nas receitas de operações de crédito.

A carteira total de crédito da Caixa alcançou R$ 1,4 trilhão, um crescimento de 11,3% em 12 meses e de 2,3% em relação a dezembro do ano passado.

O crédito imobiliário, principal linha do banco, somou R$ 966,2 bilhões, um aumento de 13,9% em relação ao ano anterior.

Os empréstimos a pessoas físicas totalizaram R$ 154,9 bilhões, com destaque para o crédito consignado, que representou 73,7% desse valor, chegando a R$ 114,2 bilhões.

Os empréstimos a empresas somaram R$ 114,3 bilhões, um crescimento de 8,8%.

RAIO-X | CAIXA
Fundação: 1861
Lucro líquido no 1º tri: R$ 3,5 bilhões
Clientes (pessoas físicas e jurídicas): 158 milhões
Agências: 3,9 mil
Funcionários: 84,3 mil
Principais concorrentes: Bradesco, Santander, Banco do Brasil, Itaú, Nubank

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