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sexta-feira, 15/05/2026

Advogado aplicava golpes com maquininha de cartão prometendo lucros falsos

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Em Brasília

Guilherme Aguiar Alves, advogado, enganava clientes utilizando uma maquininha de cartão para aplicar golpes em encontros presenciais em bares e cafés. Ele oferecia supostos investimentos jurídicos que prometiam altos rendimentos em curto prazo.

Durante as reuniões, as vítimas eram convidadas a fazer pagamentos parcelados no cartão de crédito, na expectativa de retorno rápido com lucro. Um caso envolveu um pagamento de R$ 80 mil realizado diretamente para ele.

Após a transação, era entregue um documento intitulado “Contrato Particular de Investimento com Devolução Parcelada e Bonificação”, que previa pagamentos mensais e bônus ao término do prazo.

Uma vítima relatou que, apesar de ter recebido uma parcela inicialmente, os juros aumentaram, causando prejuízos que a levaram a alugar o imóvel onde morava para cobrir as dívidas.

Dezenas de pessoas já denunciaram o advogado junto à polícia, somando um montante de prejuízos que pode ultrapassar R$ 3 milhões, de acordo com boletins de ocorrência registrados nas delegacias do Distrito Federal.

Investimento falso atinge familiar

Um policial penal do Distrito Federal, primo do advogado, também foi vítima. Ele perdeu cerca de R$ 200 mil ao participar de um investimento fraudulento prometido pelo advogado. Em outubro de 2025, ele transferiu R$ 50 mil para um suposto negócio ligado a um escritório de São Paulo, com promessa de retorno de R$ 220 mil.

Apesar da viagem até São Paulo para suposta reunião, o encontro não ocorreu, sob a justificativa de que sócios do escritório estavam em um enterro. Após isso, o pagamento foi atrasado e justificado por supostos problemas na operação envolvendo um iPhone.

No final, o policial recebeu apenas parte do valor prometido, acumulando um prejuízo estimado em R$ 35,2 mil.

Garantias falsas em investimento

Outra vítima, moradora do Distrito Federal, investiu R$ 80 mil em um negócio que prometia dobrar o valor com a compra de um sistema para processos judiciais. Ela recebeu repasses que chegaram a R$ 106 mil, mas os pagamentos foram interrompidos em novembro de 2025.

Para assegurar a dívida, o advogado entregou um carro Renault Captur, que foi descoberto ter procuração de venda para outra pessoa e rastreador instalado. O marido da vítima também investiu R$ 30 mil, com a promessa de retorno em dois meses, mas não recebeu o valor total.

O caso está sendo investigado, e as vítimas aguardam desdobramentos judicialmente.

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