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sexta-feira, 15/05/2026

Chanceler do Irã conta como foi reunião tensa dos Brics

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No primeiro dia de reuniões dos ministros das Relações Exteriores dos países do Brics, realizadas na Índia, houve um confronto entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos. O motivo da discórdia foi a guerra no Oriente Médio, segundo o relato do chanceler iraniano, Abbas Araghchi, dado ao Metrópoles.

Através da Embaixada do Irã no Brasil, Araghchi disse que o representante dos Emirados Árabes, o vice-ministro das Relações Exteriores Khalifa Shaheen Al Marar, só abordou a guerra e as respostas do Irã aos Estados Unidos durante a reunião.

O Irã não queria discutir o tema para manter a unidade do Brics, mas acabou tendo que explicar sua posição para os outros países do bloco. Araghchi lamentou o ocorrido e ressaltou que os Emirados ficaram ao lado dos Estados Unidos e de Israel no conflito.

Durante a conversa, o chanceler iraniano aconselhou os Emirados a não dependerem dos Estados Unidos e de Israel para a segurança regional.

Contexto do conflito

  • O Irã tem atacado países próximos, especialmente no Golfo Pérsico, como retaliação à guerra com os EUA e Israel.
  • Os Emirados Árabes Unidos foram bastante atingidos, com mais de 2.800 mísseis e drones lançados desde o final de fevereiro.
  • Enquanto o Irã diz que os alvos são instalações militares americanas, os Emirados afirmam que também foram atingidas infraestruturas civis.
  • Os Emirados reclamam que o Irã violou sua soberania e o direito internacional.
  • A tensão aumentou após uma suposta visita secreta do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aos Emirados, negada pelo governo local, mas vista pelo Irã como uma aliança com EUA e Israel.

Posição do Irã

Kazem Gharibabadi, vice-ministro iraniano para Assuntos Jurídicos e Internacionais, explicou que os Emirados desempenharam um papel importante nos ataques americanos contra o Irã, pois abrigam forças militares dos EUA.

Gharibabadi disse que antes do conflito o Irã já alertava os países vizinhos para não apoiarem os agressores, e reforçou que as ações iranianas foram em defesa do país e do seu povo, sem intenção de atacar vizinhos.

“A ação realizada pelo Irã foi meramente a defesa de seu país e de seu povo. Não temos nenhuma guerra com nossos vizinhos. Antes da ocorrência da agressão, contatamos os países da região e pedimos que não fornecessem qualquer tipo de apoio armamentista ou logístico aos agressores”, afirmou Gharibabadi.

A reportagem tentou contato com a embaixada dos Emirados Árabes Unidos no Brasil para comentar as acusações, mas não obteve resposta até o momento.

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