A Polícia Federal está investigando um esquema de pagamento suspeito envolvendo a Refit, empresa do setor de combustíveis controlada por Ricardo Magro. A investigação descobriu que cerca de R$ 14,2 milhões foram repassados de um fundo do grupo para uma empresa vinculada à família do senador Ciro Nogueira (PP-PI).
O valor foi pago em parcelas mensais entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025. Ricardo Magro confirmou a transação, alegando que se tratava da venda de um terreno de 40 hectares em Teresina (PI) para a construção de uma distribuidora de combustíveis, conforme declarado às autoridades.
Ricardo Magro está atualmente no exterior e é considerado foragido, sendo investigado por fraudes, sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro.
O senador Ciro Nogueira e seu irmão, Raimundo Nogueira, foram alvos de mandados de busca e apreensão relacionados à suspeita de receber propina de Daniel Vorcaro. O pagamento também é investigado na Operação Sem Refino.
O dinheiro foi transferido da empresa Athena, ligada à Refit, para a Agropecuária e Imóveis, da família de Ciro Nogueira. Na época da venda, o senador detinha 1% de participação na empresa, participação que não possui mais, sendo os atuais donos familiares do parlamentar.
Outro repasse encontrado pela PF foi o de R$ 1,3 milhão de uma empresa associada à Refit para Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, ex-secretário executivo da Casa Civil durante a gestão de Ciro Nogueira.
Ciro Nogueira divulgou nota afirmando estar tranquilo quanto às acusações, que surgem em ano eleitoral, e expressou interesse no esclarecimento dos fatos.
