O governo do Reino Unido liberou novos documentos que detalham a nomeação do ex-príncipe Andrew como representante especial para comércio e investimentos, cargo que ocupou entre 2001 e 2011. A função voltou a ser questionada depois das ligações do príncipe com Jeffrey Epstein.
Em fevereiro, o Parlamento aprovou uma medida que exigia a divulgação dos documentos, após Andrew Mountbatten-Windsor ser preso sob suspeita de vazar informações oficiais durante seu período como enviado comercial.
Os documentos liberados contêm registros sobre a criação do cargo, incluindo a proposta formal de nomeação, evidências da aprovação ministerial, comunicações internas e materiais para coletivas de imprensa.
O ministro de Estado do Reino Unido, Chris Bryant, afirmou que não foram encontradas evidências de que tenha sido realizado um processo formal de verificação de antecedentes na nomeação. Segundo ele, a nomeação era vista como uma extensão do envolvimento da família real na promoção do comércio e investimentos.
“O governo está colaborando plenamente com a Polícia do Vale do Tâmisa na investigação sobre Andrew Mountbatten-Windsor e possível má conduta em cargo público”, declarou Chris Bryant.
Em carta, o chefe de uma associação comercial afirmou que a rainha Elizabeth II estava muito interessada que Andrew tivesse um papel importante na promoção dos interesses da Grã-Bretanha.
