O dólar começou o dia com uma pequena alta nesta quinta-feira (21), enquanto os investidores permanecem atentos às conversas de paz entre os Estados Unidos e o Irã, além da disputa presidencial no Brasil.
Às 9h14, o dólar estava cotado a R$ 5,0115, um aumento de 0,17%. No dia anterior, a moeda havia fechado em queda a R$ 5,002, enquanto a bolsa de valores subiu quase 2%.
O sentimento positivo foi impulsionado pelas negociações entre os EUA e o Irã, além da baixa nos preços do petróleo, que aliviaram as pressões sobre os mercados emergentes.
O preço do petróleo voltou a ficar abaixo de US$ 110 por barril, encorajando os investidores a apostarem em ativos mais arriscados, beneficiando o real e a bolsa brasileira.
No exterior, o barril de petróleo Brent recuou 5,69% para US$ 104,96, enquanto o petróleo WTI baixou 5,58%, chegando a US$ 98,37.
Os índices de Wall Street e das bolsas europeias também registraram alta, com destaque para a Nasdaq que avançou devido às expectativas positivas em relação ao balanço da Nvidia.
Na Europa, os índices EuroStoxx 50 e o alemão Dax tiveram ganhos importantes, refletindo o otimismo no mercado.
Apesar das incertezas no conflito, os sinais de progresso nas negociações fizeram os investidores retomarem a confiança.
Na última terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que uma possível guerra entre os EUA e o Irã terminaria rapidamente, enquanto o vice-presidente, J.D. Vance, mencionou avanços significativos nas conversas.
“Acreditamos que fizemos muito progresso. Achamos que os iranianos querem chegar a um acordo”, disse Vance.
O Irã também forneceu sinais de que o tráfego pelo estreito de Hormuz, fundamental para o abastecimento mundial de petróleo, está se normalizando, com 26 navios passando pela região nas últimas 24 horas.
No entanto, o país alertou que caso novas agressões aconteçam, a guerra poderá se expandir para além da região. Trump também mencionou que os EUA podem precisar atacar o Irã novamente caso não haja acordo.
O conflito elevou os preços do petróleo e aumentou a preocupação com a inflação global, afetando as projeções para as taxas de juros tanto no Brasil quanto internacionalmente.
O Banco Central dos EUA manteve os juros estáveis em abril, enquanto o Copom brasileiro reduziu a Selic para 14,5%, mas sem sinalizar cortes futuros.
Autoridades do Fed indicaram que poderão apertar a política monetária se a inflação permanecer alta, retirando sinais anteriores de flexibilização.
Essas incertezas pressionaram as taxas de juros no mercado, mas o movimento se reverteu com a queda do petróleo e o clima mais otimista globalmente.
O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em 10 anos também diminuiu, marcando uma queda importante após alta recente.
Segundo Bruno Shahini, especialista da Nomad, o alívio veio com a queda nos rendimentos e nos preços do petróleo, após anúncios de que um acordo de paz com o Irã está próximo e do tráfego marítimo no estreito de Hormuz normalizado.
No Brasil, os investidores estão atentos também a um caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso.
Recentemente, foi revelado que Flávio Bolsonaro teria pedido apoio financeiro para o filme “Dark Horse”, com um aporte de R$ 61 milhões de Vorcaro, o que o senador nega.
A Polícia Federal investiga se recursos ligados a Vorcaro foram usados para financiar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, que também nega as acusações.
Flávio Bolsonaro confirmou ter visitado Vorcaro após sua prisão e afirmou que buscava encerrar a relação entre eles.
