Leonardo Huber Tauil, perito legista, declarou que não havia evidências indicando que o menino Henry Borel, de 4 anos, faleceu devido a um acidente doméstico. A declaração foi feita durante o oitavo dia do julgamento do caso.
Monique Medeiros, mãe de Henry, e Jairo Santos Souza Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, padrasto da criança, são acusados pela morte ocorrida em 8 de março de 2021.
Monique Medeiros precisou deixar a sala do júri ao serem exibidas fotos do corpo de Henry, sendo essa a segunda vez que isso ocorre no processo, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Nesta segunda-feira, uma testemunha ligada à defesa de Jairinho, o perito criminal federal Jefferson Evangelista Correa, deve apresentar sua análise técnica sobre a perícia realizada no corpo do menino.
Contexto do caso
Henry Borel veio a falecer na madrugada do dia 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, no apartamento onde morava com sua mãe e o padrasto. Na ocasião, Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior alegaram ter encontrado o menino desacordado em casa. Ele foi levado ao hospital, onde a morte foi constatada por hemorragia interna e laceração no fígado.
O Ministério Público acusa o ex-vereador de ter causado lesões que resultaram na morte do menino. Monique Medeiros é acusada de ter sido omissa durante as agressões sofridas por Henry, contribuindo para o ocorrido.
Jairo Souza Santos Júnior responde por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo judicial. Já Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão, qualificado por motivo torpe.

